CPLP/Ministro da Agricultura reafirma compromisso de trabalhar para garantia de segurança alimentar em estados-membros
(ANG) – O Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Guiné-Bissau reafirmou o compromisso de trabalhar com os parceiros para que nenhum cidadão de países membros da CPLP passe fome ou viva sob risco constante de fome.
Keta Baldé falava após ter assumido a presidência do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional(COSAN) da CPLP, que decorreu em Bissau, no quadro da XV cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa(CPLP) que terá lugar, na sexta-feira(18),em Bissau.
Baldé disse não se tratar de uma mera declaração simbólica mas sim um imperativo moral, politico e civilizacional, para além de ser “uma exigência de justiça social, de dignidade humana e de soberania dos nossos povos”.
“Na Guiné-Bissau, estamos convictos de que a segurança alimentar e nutricional não se constrói exclusivamente com políticas públicas centralizadas. Exige-se um ecossistema institucional inclusivo, articulado e robusto”, afirmou.
O novo Presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP(COSAN-CPLP) referiu que a fome não é apenas uma questão de agricultura mas sim o risco da estabilidade e da paz, e que a Guiné-Bissau tem enorme potencial agrícola, com solos férteis, clima favorável e conhecimento tradicional, mas que continua a enfrentar obstáculos com a baixa mecanização, dificuldades de conservação após colheita,e fraco acesso ao crédito.
Acrescentou que apesar dessa situação, o Governo está empenhado em tranformar o sector agricola, modernizando a produção, apoiar a junventude e promover agricultura familair com técnicas adaptadas as realidades e que garantam a qualidade nutricional.
Keta Baldé indicou o caso da Etiope, para justificar que a agricultura pode ser pilar da reconstrução nacional, razão pela qual disse que é preciso agir com unidade e visão estratégica para enfrentar os efeitos das alterações climáticas, da inflação global e dependência das importações.
O ministro da Agricultutra e Desenvolvimento Rural referiu que na reunião realizada em Luanda, a Guiné-Bissau promoveu um amplo processo de consulta e diálogo, através do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. E disse que este processo culminou com elaboração da Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
O presidente do Conselho da segurança Alimentar da CPLP disse esperar que a reunião de Bissau se afirme como um marco ético e politica luta contra a fome, com uma agenda baseada em cinco compromissos fundamentais, nomeadamente, a colocação dos pequenos produtores no centro das politicas públicas; Reforço a resiliência dos sistemas alimentares, Redução drástica das perdas e desperdícios de alimentos, aprofundamento da cooperação entre os Estados e povos da CPLP, valorização dos saberes tradicionais e a diversidade alimentar como pilares da sustentabilidade.
Keta Baldé disse que a presidência guineense do CONSAN-CPLP está determinada a deixar um legado concreto, pelo que apresentou um Plano de Atividades de Bissau para o período 2025-2027, que prioriza, a implementação efetiva da ESAN-CPLP, mobilização de recursos e o fortalecimento institucional.
Desse estar certo que a Declaração de Bissau vai refletir o compromisso coletivo com a erradicação da fome, o respeito pelos Direitos Humanos, à alimentação adequada, e ao fortalecimento de sistemas alimentares sustentáveis e justos, em todos os Estados-Membros. ANG/LPG//SG