”Investir na Guiné-Bissau significa investir na estabilidade regional”, diz a ministra dos Negócios Estrangeiros
(ANG) – A ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades (MNECIC), defendeu hoje que, investir na Guiné-Bissau, não é apenas um ato de solidariedade humana, mas sim, significa investir na estabilidade regional e na segurança humana.
Fatumata Jau discursava na cerimónia de abertura do “Fórum de Debate Sobre o Potencial da Migração na Promoção de um Desenvolvimento Sustentável para os Jovens Guineenses”, promovido pelo Governo através do MNECIC em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A governante disse que a migração é uma expressão profunda de condição humana, ao mesmo tempo, de procura universal de esperança para os cidadãos.
“Do ponto de vista jurídico, a migração ocupa um lugar singular na ordem internacional contemporânea, ela recorda-nos que nenhum Estado consegue fazer sozinho, face aos desafios e as oportunidades associados a mobilidade humana”, disse Fatumata Jau.
Segundo a governante, a Guiné-Bissau não pode ser vista apenas através das suas vulnerabilidades, mas pelo contrário, deve também ser reconhecida pelo seu potencial, e parceira na construção de soluções enquanto um país capaz de transformar a mobilidade humana numa força de desenvolvimento, prosperidade e desenvolvimento.
Para o Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau Inoussa Kabore, a Guiné-Bissau como muitos países, enfrenta desafios estruturais incluindo emprego juvenil e acesso limitado ao trabalho digno.
Kaboré acrescentou que o país despõe de uma ativa diáspora dinâmica e resiliente, profundamente ligada ao seu país de origem, e que representa cerca de 09 por cento da economia nacional.
“Este encontro reconheceu que a migração, quando é bem gerida, não se torna num problema a resolver, mas sim uma oportunidade a ser aproveitada”, disse Kabore.
No fórum de um dia os participantes terão a oportunidade de debater temas como, “Relação entre Migração e Desenvolvimento, “Envolvimento da Diáspora no Desenvolvimento Nacional” e as “Respostas ao Desemprego Juvenil”.
Ainda se prevê assinaturas de contratos com jovens beneficiários de financiamento, para a implementação de projetos de empreendedorismo. ANG/LLA/ÂC//SG