Senegal/Crescimento económico da UEMOA previsto de 6 por cento no segundo trimestre de 2026
(ANG) – A taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) deverá crescer 6% no segundo trimestre de 2026, após 6,1% no primeiro trimestre, de acordo com as últimas previsões do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO).
Este desenvolvimento será impulsionado, em particular, pelo dinamismo das atividades comerciais e de serviços, bem como pela boa campanha agrícola, indica o BCEAO em sua nota de perspectivas económicas para os países da UEMOA de Julho de 2026.
Com relação aos desenvolvimentos recentes da atividade económica, o Banco Central observa que os indicadores disponíveis no final de maio mostram uma tendência favorável na situação económica da União, com crescimento, em particular, no comércio, nos serviços financeiros e na construção e obras públicas (CTP).
O índice de volume de negócios do comércio a retalho subiu 3,8% em maio, após uma queda de 5,2% no mês anterior, enquanto os serviços financeiros registaram um aumento de 1,7%, após uma subida de 1% em abril. A atividade no setor da construção também continuou a melhorar, com exceção do Mali, Níger e Togo.
Em relação aos preços, a taxa de inflação na União Europeia situou-se em 0,8% em junho, em comparação com 0,4% em Maio. O BCEAO prevê uma aceleração para 1,1% em Julho e, posteriormente, para 1,3% em agosto de 2026, relacionada, em particular, às tensões geopolíticas no Oriente Médio e suas potenciais repercussões nos preços dos derivados de petróleo e nos custos de frete.
Além disso, a oferta monetária da União aumentou 19,9% em termos homólogos no final de maio de 2026, após um aumento de 19,6% no mês anterior, devido principalmente ao aumento dos ativos externos líquidos e dos créditos das instituições de depósito sobre as unidades residentes.
O BCEAO destaca ainda que, em Junho, o índice de preços dos principais produtos básicos exportados pelos países da UEMOA caiu 4,8%, devido, em particular, à queda dos preços do petróleo (-18%), do ouro (-7,7%) e do algodão (-6,5%). ANG/Faapa