Dia da Europa/Embaixador da União Europeia almeja um diálogo construtivo com as autoridades nacionais
(ANG) – O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, disse almejar um diálogo construtivo com as autoridades nacionais, as Nações Unidas, a União Africana e CEDEAO, e diz ter a esperança num rápido retorno à ordem constitucional no país.
Federico Bianchi falava, sábado, na cerimónia comemorativa do Dia da Europa e dos 50 anos de Parceria entre a União Europeia e a Guiné-Bissau .
“Ao olharmos para o futuro, temos diante de nós uma oportunidade histórica de projectar os próximos 50 anos de cooperação numa base renovada”, salientou o diplomata.
Disse que, tal como os guineenses, a União Europeia quer uma Guiné-Bissau com instituições resilientes, em que a governação nacional e local sejam transparentes e participativas.
Acrescentou que pretende ver a Guiné-Bissau com infraestruturas modernas, cidades mais verdes, uma economia diversificada e sustentável, com jovens formados com emprego digno, mulheres com oportunidades iguais e livres da violência de género.
Federico Bianchi frisou que almeja ainda uma Guiné-Bissau com uma agricultura e pescas que respeitem o ambiente e valorizem as comunidades locais e um sector cultural capaz de transformar a memória em oportunidades económicas e sociais.
“Queremos continuar a trabalhar convosco para que esta visão partilhada se torne realidade. E queremos trabalhar em parceria igualitária, queremos construir convosco o sonho dos nossos fundadores”, sublinhou o diplomata.
O Embaixador da União Europeia no país disse aproveitar este 09 de Maio para trazer à esta cerimónia outras datas importantes que celebraram no presente ano, ao referir-se aos 50 anos de parceria entre a EU e a Guiné-Bissau.
“Foram os 50 anos em que trabalhamos, lada a lado, em setores fundamentais, com resultados reais, mas ainda aquém do sonho dos nossos fundadores.
Na educação, prosseguiu Federico Bianchi, reabilitamos escolas, construímos salas de aula, formamos professores e organizamos programas de capacitação técnica, formação profissional e empreendedorismo para jovens entre outros”, disse.
Em jeito de balanço disse que hoje mais de 70 por cento das crianças guineenses frequentam o ensino básico, mas que apenas 30 por cento o completam. “Isto não nos pode satisfazer”, disse.
O diplomata afirmou que, na saúde, financiaram programas de saúde materna, e infantil, campanhas de vacinação, projectos de combate ao paludismo, telemedicina e reforçaram centros de saúde.
Disse que tudo foi feito em estreita coordenação com as autoridades nacionais e parceiros multilaterais, porque “a saúde não é um luxo, é um direito”.
“Os setores sociais e o investimento no capital humano são importantes, mas só serão verdadeiramente concretizados quando a Guiné-Bissau explorar o seu potencial económico e este tem sido um dos nossos maiores desafios”, salientou.
Sobre desenvolvimento rural e agricultura, Federico Bianchi sublinhou que fortaleceram a resiliência climática e que querem caminhar para assegurar a segurança alimentar.
“Investimos nas cadeias de valor do arroz, fruta, caju e peixe para melhorar o rendimento dos produtores e potenciar esse sector central para a economia guineense”, frisou.
O diplomara disse que a reabilitação e alargamento da estrada Safim-Mpack e a construção da estrada Quebo-Boké, integradas no corredor multimodal Praia-Dakar-Abidjam, vai reforçar a conectividade regional, facilitar o comércio, reduzir custos de transporte e aproximar as populações.
“Estamos a caminhar, lado a lado, com a Guiné-Bissau na proteção do ambiente e na conservação da extraordinária biodiversidade deste país, dos mangais, e ecossistemas costeiros, as florestas, rios e áreas protegidas que são o sustento de tantas comunidades”, frisou Bianchi.ANG/ÂC//SG