CNT aprova com alterações lei contra divulgação de falsas informações nas redes sociais
(ANG) – O Conselho Nacional de Transição (CNT) aprovou por unanimidade e com emendas a nova Lei que condena a divulgação de informações falsas (fake news) na internet, no país, com foco particular nas redes sociais e plataformas digitais.
A aprovação dessa lei ocorreu quarta-feira, no âmbito da IIª reunião plenária da IIª Sessão Ordinária do órgão legislativo de transição.
Durante a sessão, marcada por debates intensos sobre os diferentes artigos e secções do diploma, os conselheiros manifestaram preocupação com o uso crescente dos meios digitais para a propagação de conteúdos falsos sem comprovação, situação que, segundo os intervenientes, tem afetado a vida privada de cidadãos e comprometido a imagem e a soberania do Estado guineense.
Na ocasião, o presidente do CNT, General dos Comandos Tomás Djassi, expressou satisfação pelo “espírito de responsabilidade e serenidade demonstrado pelos conselheiros ao longo da discussão do projecto”.
Sublinhou que as contribuições apresentadas reforçaram e enriqueceram o conteúdo da nova legislação.
Para Djassi, a soberania de um país pode ser fragilizada quando os seus próprios cidadãos difundem imagens falsas ou depreciativas da nação perante a comunidade internacional.
Por sua vez, o chefe da bancada do Alto Comando, Comodoro Agostinho Sousa Cordeiro considerou a aprovação da lei “um verdadeiro ato de defesa nacional”.
Sousa Cordeiro disse que a nova lei visa proteger os cidadãos contra manipulações, sustentando que o debate público sobre o assunto se baseou em factos e que a lei aprovada garante que a liberdade de expressão não seja confundida com o direito à desinformação.
“Votar esta lei é afirmar que a verdade deve prevalecer sobre a mentira e que a democracia deve prevalecer sobre a desinformação. Trata-se de um passo decisivo para fortalecer a soberania e a credibilidade que a Guiné-Bissau precisa”, declarou Agostinho Sousa Cordeiro.
Após a aprovação do diploma os conselheiros prosseguem os trabalhos com a ratificação das Convenções de Malabo, da União Africana, adotada em 2014 e à qual a Guiné-Bissau aderiu em 2015, e ainda das Convenções de Budapeste, e das Nações Unidas, à qual o país aderiu em 2025.
Falando das vantagens da ratificação desssas convenções, o 2º vice-presidente do CNT, Nelson Moreira, disse, a título de exemplo, que a ratificação destes instrumentos internacionais permitirá ao sistema judicial guineense julgar, à revelia, cidadãos nacionais que se encontrem fora do território, bem como solicitar a sua extradição, desde que estejam em países signatários dessas convenções. ANG/LPG//SG