Governo promete reforçar segurança nas escolas públicas após atos de vandalismo em Bissau
(ANG) – O Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica anunciou o reforço das medidas de segurança nas escolas públicas para prevenir novos atos de vandalismo, na sequência dos incidentes registados esta semana na Escola Amizade China–Guiné-Bissau, localizada na zona da Estrada de Volta, em Bissau.
Segundo informações publicada na pagina de facebook do Ministério da Educação Nacional, consultada hoje pela ANG, o anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Barros Bacar Banjai, durante uma visita à instituição de ensino, que foi alvo de atos de vandalismo praticados por alguns alunos.
Na ocasião, o governante assegurou que o Executivo irá mobilizar todos os mecanismos necessários para garantir um ambiente escolar mais seguro, disciplinado e favorável ao processo de ensino e aprendizagem.
Barros Bacar Banjai defendeu que a escola deve ser um espaço de formação, respeito, civismo e responsabilidade, pelo que qualquer comportamento que comprometa o funcionamento das aulas, a preservação dos bens públicos ou a segurança da comunidade educativa deve merecer uma resposta firme, pedagógica e preventiva.
O ministro sublinhou que a segurança nas escolas públicas passará a constituir uma prioridade no quadro da organização do sistema educativo, defendendo um maior envolvimento das direções escolares, professores, alunos, pais e encarregados de educação, bem como das autoridades competentes, na proteção dos estabelecimentos de ensino.
Para o titular da pasta da Educação, garantir escolas seguras significa também criar melhores condições para a melhoria da qualidade do ensino.
“Não é possível alcançar um bom desempenho escolar num ambiente marcado pela indisciplina, destruição de materiais, intimidação ou ausência de responsabilidade colectiva”, disse.
O ministro apelou aos estudantes para preservarem o património escolar, respeitarem os professores, valorizarem os equipamentos disponíveis e adotarem uma postura mais responsável, lembrando que os bens das escolas pertencem ao Estado mas beneficiam toda a comunidade educativa.
Barros Banjai defendeu ainda que o combate ao vandalismo deve assentar na responsabilização dos autores, na educação cívica e no reforço da vigilância, com o objetivo de transformar as escolas públicas em espaços de paz, disciplina, aprendizagem e preparação das novas gerações.
No encontro, o presidente da Associação dos Alunos apresentou um pedido de desculpas, em nome dos estudantes, pelos atos de vandalismo praticados.
Também o representante dos pais e encarregados de educação pediu desculpas ao ministro, Governo e à Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, parceira da escola, lamentando o sucedido e defendendo a responsabilização dos envolvidos. ANG/LPG//SG