Justiça/LGDH defende instalação de tribunal no sector para reforçar segurança em Quinara
(ANG) -O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) para região de Quinara, defendeu a instalação de um tribunal no setor de Tite, para reforçar a segurança em Quinara e aproximar os serviços de justiça às populações e evitar a transferência de processos de uma esquadra de polícia para outra.
Formozinho da Costa falava à Rádio Sol Mansi, sobre os principais problemas que afetam a região sul do país.
Apontou a necessidade de reforçar os meios da esquadra de polícia local, nomeadamente com viaturas para facilitar a realização das suas atividades.
Segundo aquele responsável regional da LGDH, as autoridades policiais enfrentam dificuldades no cumprimento das suas funções, e tem havido casos em que pessoas notificadas pelas forças de segurança ignoram as convocatórias.
Formozinho da Costa manifestou ainda preocupação com o estado das estradas na região de Quinara, particularmente a situação da via que liga Enxudé à Nova Sintra, bem como da estrada entre a rotunda de Buba e a residência do governador da região.
Da Costa apontou igualmente a prática de roubo e a violência como outras preocupações na região, identificando o setor de Tite como uma das zonas onde se mais se registam essas práticas.
Em relação ao casamento forçado e precoce das raparigas, Formozinho da Costa, revela que cerca de 25,7% das raparigas na Guiné-Bissau casam antes dos 18 anos, sendo que nas zonas rurais, essa taxa chega aos 36,1%.
Considerou preocupante o impacto deste fenómeno sobre as crianças e adolescentes, afirmando que algumas vítimas são obrigadas a abandonar os estudos para se casarem.
O fenómeno, segundo a análise apresentada, está associado a uma combinação de fatores, entre os quais práticas culturais, casamentos negociados por familiares, gravidezes precoces e vulnerabilidade económica.
Para a LGDH, o combate aos casamentos forçados e precoces exige maior proteção das crianças e adolescentes, reforço da presença das instituições do Estado nas zonas rurais e maior sensibilização das comunidades sobre os direitos das raparigas. ANG/RSM