”Atualização da Constituição da República irá balizar a responsabilidade de cada órgão da soberania”, diz Tanundé Keita
(ANG) – O Coordenador do Movimento “Nô Ribanta Sissoco Kassa”, afirmou que a atualização de alguns pontos da Constituição da República submetida ao Referendo Popular no passado dia 30 de Agosto, irá balizar a responsabilidade de cada órgão da soberania do país.
Tanundé Keita falava à imprensa, na quinta-feira, na qualidade de um dos Movimentos que apoiou e promoveu uma campanha à favor do “Voto Sim” no Referendo de 30 de Agosto.
“Fazendo a atualização de alguns pontos da Constituição da República, no meu ponto de vista, irá minimizar as constantes querelas entre os diferentes órgãos de soberania”, disse.
Aquele político afirmou que, por isso esse ato deve ser o ponto de partida para se encontrar uma solução para o país rumo ao desenvolvimento.
“Muitos analistas dizem que as eleições não são soluções para o país, porque ao fim de tudo, todos os processos eleitorais foram inconclusivos, porque nenhum Governo terminou a legislatura devido as divergências políticas”, frisou.
Keita disse que a recente revisão da Constituição vai favorecer o entendimento dos atores políticos nas próximas eleições , evitando problemas institucionais que sempre existiram.
“Foi por causa disso, que nós, enquanto cidadãos do Movimento, abraçamos essa iniciativa”, disse.
Tanunde Keita afirmou que o Movimento “Nô Ribanta Sissoco Kassa”, é uma organização pioneira de salvaguarda das realizações feitas pelo ex. Presidente Umaro Sissoco Embaló durante o seu mandato.
“Por isso, aquando da campanha a favor do “Sim” no Referendo de 30 de Agosto, fomos para o terreno, e batemos portas dos nossos associados, activistas e da população em geral e eles responderam com os votos massivos na vitória do “Sim” em todas as localidades do país.
Perguntado sobre que dificuldades enfrentaram no terreno para conseguir a maioria dos votos “Sim”, no Referendo, Keita respondeu que o primeiro aspecto que apresentaram aos eleitores é que o Referendo não pertence a nenhum partido político, mas sim, visa fazer a revisão de uma Constitução da República que sempre causou problemas.
Afirmou que a nova Constituição da República irá beneficiar a qualquer partido ou candidato presidencial que virá a ganhar as próximas eleições e podem ser do MADEM G15, PAIGC, APU-PDGB, PRS, PTG entre outros.
“Por isso, devíamos ver o Referendo como nacionalistas e não como militantes, simpatizantes ou dirigentes dos partidos políticos”, frisou, acrescentando que,
foi nesta base que sensibilizaram as pessoas para votarem no “Sim” e conseguiram resultados esperados. ANG/ÂC//SG