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BAD considera “remessas de emigrantes” ferramenta financeira crucial para a Guiné-Bissau

BAD considera “remessas de emigrantes”  ferramenta financeira crucial para a Guiné-Bissau

(ANG) – O Banco Africano de Desenvolvimento(BAD) indica  em relatório  que  “Remessas de Emigrantes” são  “ferramenta financeira crucial” para a Guiné-Bissau.

No seu relatório sobre Perspectivas Económicas Africana 2026, à que a ANG teve acesso, o BAD apela a criação de “títulos da diáspora” (diaspora bonds) e mecanismos de partilha de risco para captar e canalizar os fluxos  financeiros provenientes de Emigrantes para o financiamento do desenvolvimento a longo prazo.

Recomenda a Guiné-Bissau a diversificação das suas fontes de financiamento.

O relatório sugere a rentabilização do envio de remessas através de . emissão de obrigações ou títulos destinados especificamente aos emigrantes guineenses no exterior, convertendo a ajuda familiar direta em investimento público estrutural.

O BAD e relatórios parceiros da ONU sublinham que a Guiné-Bissau tem um acesso quase inexistente aos mercados privados internacionais de capitais,  que eleva a importância das remessas como uma das poucas fontes de moeda externa estável e previsível que entra no país.

Apesar da fragilidade institucional, o BAD prevê um crescimento económico para a Guiné-Bissau de 4,9% em 2026 e 5,1% em 2027.

Acrescenta  que esse crescimento é impulsionado pelos setores primário (campanha do caju) e secundário, mas que o consumo interno que sustenta estes números continua fortemente dependente do dinheiro enviado pelos emigrantes.

O BAD refere  que uma percentagem significativa das remessas para a Guiné-Bissau flui através de canais informais (mão em mão ou redes não registadas).

O relatório de 2026 destaca  a necessidade de aprofundar o setor financeiro nacional e acelerar a digitalização para trazer estes fundos para o circuito bancário formal.

Segundo o relatório, as remessas enviadas pela diáspora guineense representam uma parcela estrutural profunda, equivalendo a perto de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) da Guiné-Bissau.

“Isto coloca o país entre as pequenas economias lusófonas mais dependentes deste fluxo de capital externo para a sobrevivência das famílias e entrada de divisas”, refere o relatório do BAD..ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

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