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Mulheres reivindicam maior participação feminina nos processos de tomada de decisões nas instituições públicas

Mulheres reivindicam maior participação feminina nos processos de tomada de decisões nas instituições públicas

(ANG) – As participantes do Fórum Nacional de Liderança Feminina e Empoderamento das Mulheres reivindicam uma maior presença feminina nos processos de tomada de decisão nas instituições públicas, partidos políticos, administração local, estruturas comunitárias e tradicionais, organizações da sociedade civil e setor privado.

A reivindicação veio expressa na “Declaração de Bissau” adotada  no  final dos trabalhos do Fórum Nacional de Liderança Feminina e Empoderamento das Mulheres, que decorreu de 06 à 07 do corrente mês, em Bissau e que contou com a participação de mulheres provenientes de diferentes regiões do país.

A Declaração  refere que a Lei da Paridade deve traduzir-se não apenas na composição das listas eleitorais, mas também no exercício efetivo do poder político e na gestão pública.

Entre as principais recomendações apresentadas estão a necessidade de ampliar o acesso e o controlo equitativo das mulheres aos recursos produtivos e naturais, assim como a igualdade de oportunidades na formação profissional , no empreendedorismo, acesso ao crédito, serviços financeiros, emprego digno, inovação e  aos mercados.

As participantes pedem a criação . de  mecanismos que facilitem a transição das meninas e jovens mulheres da escola para a formação técnico-profissional e para a criação dos seus próprios negócios.

A “Declaração de Bissau” considera que o empoderamento económico das mulheres deve incluir não apenas a capacidade de gerar rendimentos, mas também o poder de decidir sobre a sua utilização, possuir bens em nome próprio e ter acesso à contas bancárias, poupança, titulação da terra e serviços financeiros digitais seguros.

O documento apela  às autoridades para reforçarem a proteção das mulheres e meninas e combaterem práticas sociais nocivas existentes nas famílias, comunidades e locais de trabalho.

O reforço das medidas de prevenção e resposta à violência baseada no género, garantindo proteção, assistência jurídica e acesso à justiça para todas as mulheres, foram outras recomendações saídas do evento.ANG/MI/ÂC//SG

 

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