Escritor guineenses Rosário Alberto Nhaga apresenta 3ª obra literária, “A Voz da Paz, 10 Minutos Ku Deus”
(ANG) – O Escritor guineenses Rosário Alberto Nhaga apresentou, recentemente, a 3ª obra literária, intitulada “A Voz da Paz, 10 Minutos Ku Deus”.
O novo livro de Rosário Nhaga tem 343 páginas e é inspirado no programa Radiofónico do Padre Davi Scioco, que sai todos os dias, entre as 21 h 50 minutos e 22 horas na Rádio Sol Mansi.
O livro foi apresentado no Centro Cultural Franco Bissau Guineense por Armando Mussa Sané.
Sané disse que a obra convida ao leitor para uma reflexão sobre a justiça, solidariedade, honestidade, gratidão, diálogo, responsabilidade individual e reconciliação, destacando a forma educativa das histórias que foram contadas por Padre Davi Scioco ao longos dos anos no programa.
Segundo Armando Sané, quem lê o livro vai perceber que essa história pode contribuir para a promoção da paz, para construção de uma sociedade pacifica, alertando que a divergência de opinião não pode ser transformada em inimizade .
o livro demonstra que a diversidade étnica não constitui problema, mas sim uma oportunidade para enriquecer o bem colectivo.
Enalteceu a primeira história contada no livro, denominada “dente do leão”, dedicado à esperança, coragem, separação e à importância de viver e da resistência às dificuldades.
Armando Mussa Sané defendeu que o livro deve ser usado nas bibliotecas, organizações comunitárias, nas organizações juvenis, nas escolas e nas universidades para promover uma educação para a paz.
O autor do livro Rosário Alberto Nhaga disse na ocasião que a obra retrata essencialmente as questões de paz, a maneira como podemos viver como irmãos.
“As histórias contadas por Padre Davi Scioco provocam mudanças na vida e sendo assim, senti que há uma necessidade da sua expansão, por isso, pedi gravações na rádio e transformei essas histórias num livro para que possam ir além da rádio”, disse Rosário Alberto Nhaga, em declarações à imprensa.
O escritor convida aos guineenses para lutarem contra o desejo neurótico de ter razão a todo o custo, e diz ser uma das causas de impedimento da convivência pacífica e consolidação da paz entre guineenses.
O Diretor-geral da Rádio Sol Mansi, Casimiro Jorge Cajucam apelou à promoção da paz, do diálogo inter-religioso e do combate à desinformação em defesa dos direitos humanos, e o uso responsável dos meios de comunicação social e das redes sociais para lutar contra a intolerância.
Casimiro Cajucam referiu que desde 14 de Fevereiro de 2011, que a RSM tem trabalhado na construção de uma sociedade guineense mais justa, solidária e fraterna, inspirando-se nos valores do Evangelho e na doutrina social da igreja católica.
Disse que a rádio procura anunciar a esperança, denunciar as injustiças e defender a dignidade humana, sobretudo as pessoas mais vulneráveis, assumindo a responsabilidade de informar com rigor, dar voz aos menos ouvidos, promover o diálogo e contribuir para o bem comum.
Sublinhou que a diversidade cultural e religiosa da Guiné-Bissau deve ser encarada como uma oportunidade para enriquecimento mútuo e não como motivo de suspeita, discriminação ou divisão.
O Diretor-geral da Rádio Sol Mansi defendeu a importância do diálogo inter-religioso e do respeito pelas diferenças entre cristãos, muçulmanos, seguidores das religiões tradicionais africanos e cidadãos que não professam qualquer religião, para construção de uma sociedade pacífica.
Segundo Casimiro Cajucam, a identidade da Rádio Sol Mansi não constitui uma barreira ao diálogo, representa sim um incentivo à escuta, ao acolhimento e ao respeito por todas as pessoas, independentemente da sua religião, origem e condição social.
Alertou para a responsabilidade da comunicação social, lembrando que as palavras podem aproximar ou afastar pessoas, esclarecer ou confundir, reconciliar ou aprofundar conflitos.
Advertiu que publicações ofensivas, acusações sem provas, informações falsas e mensagens que exploram diferenças religiosas, étnicas ou políticas podem alcançar milhares de pessoas em poucos minutos, alimentando a desconfiança, hostilidade e divisão social.
Casimiro apelou à substituição do insulto pelo diálogo, da agressividade pelo respeito e da desinformação pela verdade, defendendo que é possível discordar sem ofender e expressar convicções sem desrespeitar os outros.
O Director-geral da Rádio Sol Mansi felicitou o autor pela iniciativa e manifestou o desejo de a obra chegar às famílias, aos jovens e às comunidades, contribuindo para fortalecer a fé, esperança, o respeito e a solidariedade.
Exortou à união de todos os cidadãos na luta contra a intolerância e a desinformação, sobretudo nas redes sociais, defendendo uma comunicação responsável, capaz de aproximar as pessoas em vez de as dividir.
Para a Diretora Executiva da Casa das Letras Vasco Cabral, Suaila Fonseca Cá o livro convida para à todos para uma reflexão sobre os valores humanos a convivência pacifica e a transformação da sociedade.
Afirmou que os elementos importantes da oba são as origens das suas fontes.
“Essas histórias são contadas pelo padre David Scioco no seu programa na Rádio Sol Mansi e encontra em Rosário Nhaga uma oportunidade de passar da oralidade para escrita”, disse.
Suaila Fonseca Cá assegurou que o autor reconheceu nessas narrativas oportunidade para escrever sobre a paz, perdão, o amor, a justiça e a transformação humana, permitindo que as histórias contadas na Rádio Sol masi ganhassem uma nova vida nas páginas de um livro.
“ O encontro entre a Rádio Sol Mansi e a cultura demonstra a importância da palavra na sociedade. O Rádio leva história para os ouvintes, enquanto o livro permite que elas sejam preservadas, relidas e transmitidas às novas gerações”, disse Suaila Fonseca Cá. ANG/LPG//SG