Ambiente/“Alterações climáticas constituem um dos maiores desafios do mundo atual”, diz ministra da Mulher
(ANG) – A ministra da Mulher e Solidariedade Social disse hoje que as alterações climáticas constituem um dos maiores desafios do tempo moderno.
Yassénia Ibraim falava na abertura da cerimónia de encerramento dos projetos Ação Climáticas Femininas na África Ocidental (ACF-AO) e Reforço da Igualdade de Género através da Agro-ecologia na África Ocidental (EGALE-AO), organizada pela ONG Tininguena.
Na ocasião, a governante salientou que os efeitos das alterações climáticas fazem sentir de forma crescente nas comunidades afetando sistemas de produção e não só.
“Na Guiné-Bissau, onde uma parte significativa da população depende directamente da agricultura, da pesca e de outras atividades ligadas aos recursos naturais, os impactos climáticos representam uma preocupação particular e as mulheres sobretudo as que vivem nas zonas rurais ,encontram-se entre os grupos mais expostos à estes fenómenos ”, disse.
Segundo a ministra da Mulher e Solidariedade Social, é precisamente neste contexto que a ação climática feminista e a agro-ecologia assumem uma importância estratégica, devendo promover a participação das mulheres nas decisões ambientais, a valorização dos conhecimentos de práticas de produção sustentáveis.
Aquela responsável reconheceu o papel da Tininguena na promoção do desenvolvimento sustentável, na valorização das comunidades e proteção do ambiente na Guiné-Bissau.
Yassénia Ibraim disse esperar que o encontro permita identificar os principais resultados alcançados, sistematizar as lições aprendidas, reconhecer as dificuldades encontradas e formular recomendações concretas para a continuidade das ações de promoção da agro-ecologia, da participação das mulheres e da justiça climática.
Reiterou a disponibilidade para continuar a trabalhar com a ONG Tininguena, as organizações parceiras em prol da igualdade de oportunidades, da proteção social e do empoderamento das mulheres e raparigas na Guiné-Bissau.
Por seu turno, Director Executivo da ONG Tiniguena, Miguel de Barros salientou que a probabilidade das mulheres rurais terem uma autonomia económica produtiva e política é mais reduzida em comparação com os homens.
Explicou que, em cada dez raparigas que frequentam escolas, sete não conseguem terminar o ensino por causa da falta de segurança das mães em relação a suas próprias terras.
Segundo Barros, isso faz com que as famílias lideradas pelas mulheres nas zonas rurais ficassem mais pobres do que as que estão sendo lideradas pelos homens.
“Por isso, quando estamos a discutir o problema da segurança da mulher é fundamental fazê-lo dentro da sua própria condição de produção, da sua relação com a terra, informações que tem sobre mudanças do clima e dos seus direitos, mas também das oportunidades que tem para melhorar as condições de vida”, explicou.
O EGALE-AO tem mais 25 mil beneficiários diretos e 18 mil são mulheres, e cerca de 900 mil beneficiários a nível regional.
O Pojeto foi desenvolvido nas regiões de Bolama/Bijagós,Quinará,Bafatá e Oio, durante cinco anos. ANG/MSC/ÂC//SG