Comissão Interministerial encerra duas unidades de empacotamento de água em sacos de plástico na Região de Tombali
(ANG) – A Comissão Interministerial de Controlo de Qualidade da Água encerrou duas unidades de empacotamento de água em sacos de plástico, na região de Tomabli, na sequência de uma operação de inspeção e fiscalização realizada entre 25 e 27 deste mês .
Segundo informações divulgadas pela Comissão na página do Ministério dos Recursos Naturais, consultada hoje pela ANG, a operação decorreu nos sectores de Catió e Quebo, e foi encerrada uma unidade em cada zona, devido a “grave irregularidades” e a falta de condições de higiene adequadas.
A operação contou com a participação de inspectores de diferentes serviços do Estado e técnicos da Associação de Consumidores de Bens e Serviços da Guiné-Bissau (ACOBES).
Logo à sua chegada à Região de Tombali, segundo a mesma fonte, a comissão reuniu com as autoridades administrativas locais, nomeadamente o Governador de Tombali e depois deslocou-se a linha fronteiriça de Cuntabane, onde manteve encontro de trabalho com representantes dos serviços de Migração, da Brigada de Ação Fiscal (BAF), da Guarda Nacional e dos Serviços do Comércio.
O encontro serviu para o esclarecimento das medidas que estão a ser implementadas em todo o território nacional, nomeadamente o encerramento das empresas de empacotamento de água em sacos plásticos em situação de irregularidades gaves e a proibição da entrada de plásticos no país, em cumprimento do Decreto -Lei nº 16/2013.
Durante a fiscalização, foram recolhidas imagens que, segundo a Comissão, evidenciam condições de extrema insalubridade e graves deficiências higiénico- sanitário nas unidades inspecionados.
A equipa constatou a existência de água sem qualquer tratamento a ser embalada e comercializada.
A iniciativa governamental visa garantir o acesso da população a água potável, segura e de qualidade, bem como proteger o ambiente dos resíduos plásticos que poluem cidades, rios, o mar e as bolanhas.
A Comissão Interministerial informa que as operações de fiscalização vão continuar em todas as regiões do país e apela à população para denunciar, junto das autoridades locais e dos serviços do comércio, as unidades clandestinas que funcionam sem licença e sem condições mínimas de higiene e segurança.
ANG/LPG/ÂC//SG