Coordenador do CNT para o sector de Gabu agradece a população local pela “votação decisiva” no Referendo de 30 de Agosto
(ANG) – O Coordenador do Referendo pelo Conselho Nacional de Transição(CNT) para o sector de Gabu, leste do país, agradeceu a população local, pela “votação massiva e decisiva”, para a vitória do “Sim” no Referendo de 30 de Agosto.
Em declarações hoje à imprensa, José Carlos Macedo Monteiro disse que não existem segredos na votação massiva dos citadinos de Gabu ao “Sim” no Referendo.
“Na Guiné-Bissau cada formação política tem o seu bastião, assim como nos diferentes bairros cada qual tem equipas de adeptos e claqueiros”, disse o político.
De acordo com os resultados provisórios do Referendo de 30 de Agosto, publicado na terça-feira pela Comissão Nacional de Eleições, as regiões de Bafata e Gabu, registaram um total de 220.564 votos Sim.
“Hoje em dia, quer queiramos quer não, as regiões de Bafata e Gabu são as nossas referências por simples razões. Lá passarmos toda a nossa juventude, por muitos anos e até hoje”, disse.
O político reconheceu que os populares das duas regiões votaram massivamente no “Sim”, durante o Referendo de 30 de Agosto, sublinhando que ele testemunhou a situação porque fez a campanha durante 15 dias consecutivos naquelas localidades.
“As atas foram recolhidas e contadas a minha frente em Gabu, e assisti igualmente a abertura de muitas urnas, ao contrário do que estão a dizer”, disse.
Afirmou que o número de votos Sim podia ser maior , se as pessoas não perdessem os cartões de eleitores, e diz que as equipas de emissão da 2ª via não conseguiu atingir todas as localidades da região.
Perguntado sobre se está convicto na implementação prática das alterações feitas na Nova Constituição da República, José Carlos Macedo, Macedo considerou o processo de “irreversível” e muto bom para o país.
O político afirmou que ninguém sabe quem serão os futuros candidatos às presidenciais nas próximas eleições, salientando que só Deus sabe quem será o próximo Presidente da Guiné-Bissau.
“Portanto, nós do Conselho Nacional de Transição, decidimos alterar a Constituição da República enquanto Lei fundamental para servir a geração vindoura e não para servir ninguém, porque nem sequer sabemos quem vencerá as próximas eleições”, afirmou.
José Carlos Macedo frisou que, qualquer candidato que vier a ganhar as próximas eleições presidenciais terá orgulho de usufruir das novas alterações na Constituição da República, porque será o primeiro beneficiário.
O político defendeu ainda a redução de número de deputados de 102 para 61 bem como dos seus salários que considera de exorbitantes.
“Como é possível um deputado usufruir de um salário de mais de 500 mil francos CFA num país onde os professores e médicos ganham pouco mais de cem mil francos CFA”, disse José Carlos Macedo, qualificando a situação de “injustiça gritante”. ANG/ÂC//SG