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França/Macron apela à união dos políticos que “disseram não aos extremos” nas legislativas em França

França/Macron apela à união dos políticos que “disseram não aos extremos” nas legislativas em França

(ANG) – O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje à união de todos aqueles que “disseram não aos extremos” para derrotar a extrema-direita nas eleições legislativas antecipadas, marcadas para 30 de junho.

“Espero que, no momento oportuno, antes ou depois (das eleições), os homens e mulheres de boa vontade que, em conjunto, souberam dizer ‘não’ aos extremos, se juntem”, disse Emmanuel Macron numa conferência de imprensa no Pavilhão Cambon Capucines, em Paris.

O Presidente francês deu instruções aos partidos que fazem parte da sua coligação para dialogarem com as outras formações políticas para afastar a extrema-direita, que acusa de defender a exclusão, e a extrema-esquerda, que acusou de antissemitismo e anti-parlamentarismo.

“Não quero dar as chaves do poder à extrema-direita em 2027”, afirmou Macron, aludindo à data das próximas eleições presidenciais, tentando defender o seu partido (Renascimento) como a única opção moderada na atual reconfiguração acelerada das alianças entre a esquerda e a direita.

Perante os extremismos, “o bloco central, progressista, democrático e republicano (…) está unido e claro na sua relação com a República, a Europa e as suas prioridades”, assegurou.

Emmanuel Macron defendeu ainda que as eleições legislativas antecipadas anunciadas no domingo, após a vitória do partido de extrema-direita União Nacional nas eleições para o Parlamento Europeu, representam “uma resposta democrática” à atual situação política do país e rejeitou a “possibilidade absurda” de se demitir após a ascensão histórica da extrema-direita.

“Os nossos compatriotas exprimiram as suas preocupações em matéria de segurança, imigração, poder de compra”, disse o Presidente francês, referindo que no cenário atual não bastavam “mudanças de governo ou coligações”.

Durante o seu discurso, Macron afirmou ainda que “desde domingo à noite”, e do anúncio da dissolução do Parlamento, “as máscaras estão a cair” e que as eleições legislativas são também “um teste de verdade entre aqueles que escolhem fazer prosperar as suas ‘boutiques’ e aqueles que querem fazer prosperar a França”.

O chefe de Estado francês condenou as “reviravoltas” e as “alianças profanas nos dois extremos, [entre parceiros] que não estão de acordo em quase nada, para além dos cargos a partilhar, e que não serão capazes de implementar qualquer programa”.

“A direita republicana, ou pelo menos o seu responsável [Eric Ciotti], acaba de fazer pela primeira vez uma aliança com a extrema-direita, e refiro-me à extrema-direita quando digo União Nacional (RN na sigla em francês)”, referiu o chefe de Estado francês.

Para Emmanuel Macron, o líder dos Republicanos, “vira as costas, em poucas horas, à herança [dos ex-presidentes] General de Gaulle, de Jacques Chirac e de Nicolas Sarkozy”, criticando-o por se posicionar a favor da reforma com o aumento da idade dos 62 para os 64 anos, quando o partido RN se mostrou contra a reforma das pensões aprovada em 2023.

Para além disso, o chefe de Estado francês acusou a extrema-direita francesa de ser “ambígua em relação à Rússia” e criticou a sua vontade de “abandonar a NATO”.

Já com o acordo entre o Partido Socialista, França Insubmissa, Ecologistas e Comunistas, Macron criticou a aliança entre a “esquerda republicana e os seus líderes, que pareciam ter feito escolhas claras durante a campanha europeia” com a extrema-esquerda, que durante a campanha foi acusada de “antissemitismo, comunitarismo e antiparlamentarismo”.

A extrema-esquerda apresenta “uma visão balcanizada da nossa política, da nossa diplomacia”, afirmou o chefe de Estado, acrescentando que esta posição “não é possível, nem em relação à Ucrânia, nem em relação ao Médio Oriente”.

Esta conferência de imprensa ocorre na sequência da sua decisão de dissolver o Parlamento após as eleições europeias de domingo e 18 dias antes da primeira volta das eleições legislativas em França (30 de junho). Como o sistema eleitoral francês prevê a realização de duas voltas, a segunda ocorrerá a 07 de julho.ANG/Lusa

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