Marrocos/ Eneida Marta canta pela paz, esperança e coexistência entre os povos
(ANG) – A cantora Eneida Marta afirmou que sua primeira participação no Festival Mawazine-Ritmos do Mundo constitui um passo significativo na sua trajetória artística, por meio da qual busca transmitir uma mensagem de paz, esperança e coexistência entre os povos.
Em entrevista à MAP, a artista expressou sua grande alegria em conhecer o público marroquino e se apresentar neste evento cultural de renome internacional que reúne grandes estrelas de todo o mundo.
Ela disse estar particularmente orgulhosa de estar na capital, Rabat, pela primeira vez, tendo já visitado Casablanca, salientando que participar no Festival Mawazine representa para ela “uma enorme honra”.
A embaixadora da Boa Vontade do UNICEF, Eneida Marta, conhecida por sua mistura de ritmos tradicionais africanos, como o gumbé e influências do mandinka, com sons modernos do afrobeat, destacou a rica herança musical e cultural de Marrocos e Guiné-Bissau.
Ela enfatizou que a música não conhece fronteiras e é uma linguagem universal, acrescentando que aspira a criar pontes para o intercâmbio artístico.
“A música não conhece fronteiras; é uma linguagem comum a todos os povos. Posso apresentar a música tradicional da Guiné-Bissau e, em outras ocasiões, fundi-la com os ritmos e sons da música marroquina”, disse ela.
Ao ser questionada sobre a mensagem humanista transmitida por suas obras, a artista explicou que sua música é inspirada pelas realidades de seu país e se baseia nos valores da paz, da coexistência e da esperança.
Ela indicou que a principal mensagem que deseja compartilhar com o público marroquino é a esperança que extrai da experiência de vida do povo da Guiné-Bissau, com vistas a um mundo baseado na convivência, na paz e em um futuro mais próspero.
Eneida Marta também falou sobre seu mais recente álbum, intitulado “Família”, criado durante a pandemia de Covid-19 com a participação de seus familiares. Este álbum aborda temas como família, identidade nacional e as preocupações sociais e políticas da Guiné-Bissau, numa abordagem musical enraizada nas tradições africanas, mas que também incorpora ritmos contemporâneos.
Ela explicou que o envolvimento de seu filho e irmão na produção deste álbum conferiu-lhe uma profunda dimensão emocional.
O processo de criação, portanto, tornou-se muito mais do que um simples projeto profissional; foi uma experiência permeada de amor e laços familiares genuínos, uma emoção que ela espera compartilhar com o público e ver ressoar nos corações dos ouvintes. ANG/Faapa