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”O Exame Nacional efectuado no ano lectivo findo fez-se a título experimental”, diz o DG do INDE

”O Exame Nacional efectuado no ano lectivo findo fez-se a título experimental”, diz o DG do INDE

(ANG) – O Diretor-geral do Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação(INDE), afirmou que o Exame Nacional realizado no ano lectivo transacto em algumas regiões do país, foi a título experimental.

“O Exame Nacional efetuado no ano letivo passado é uma tentativa de reativação do Exame Nacional já existente nos anos anteriores. Por isso pode ser considerado de experimental para melhor preparar a sua efetivação de forma mais condigna”, disse Lívio A. da Silva, em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG.

Aquele responsável salientou, a título de exemplo, que o Exame realizado no ano lectivo findo não abrangeu todo o território nacional, mas sim, algumas escolas e localidades do país.

Informou  que o motivo da realização do Exame Nacional em algumas escolas do país tem a ver com o facto de as referidas escolas cumpriram com o Programa Harmonizado produzido pelo INDE.

“Por isso, esse processo pode ser considerado de reativação do Exame Nacional, mas a título experimental”, disse..

O Director-geral do INDE sublinhou que o Exame Nacional sempre existiu no sistema de ensino guineense, mas que foi interrompido com o conflito militar de 7 de Junho de 1998.

“O Exame Nacional é feito quando os alunos terminam cada ciclo, por exemplo, os que concluíram o 4º ano, os que terminaram o 6º ano, 9º ano e 12º ano respectivamente”, referiu  Lívio A. da Silva.

Disse que, no Exame Nacional realizado no ano lectivo passado, constatou-se que houve alto índice de negativas. “Porque o Exame Nacional é efectuado em várias disciplinas de diferentes níveis e por isso  foi constatado altas negativas em algumas, como a matemática”, frisou.

Declarou que, nesta circunstância é difícil saber quem é o culpado por este elevado índice de negativas, entre os professores que cometeram falhas na correção das provas e os alunos.

“São situações muito abstractas e por isso, o Ministério da Educação decidiu criar uma Comissão de verificação das correções das provas feitas, porque as vezes o professor pode falhar na correção e dar negativa ao aluno”, disse.

Lívio da Silva  reconheceu que alguns professores se daparam com dificuldades em termos de abordagem de metodologia do ensino, não obstante existirem igualmente os que são “muito bons” em termos de matéria.

Por outro lado, aquele responsável culpabilizou os País e Encarregados de Educação por falta de acompanhamento dos seus filhos ou educandos.

“Sendo assim, a responsabilidade por esta situação é de todos”, vincou.

O Exame Nacional, segundo Lívio, não abrange apenas as escolas públicas, mas também os privados. Por isso foram seleccionados para fazer parte dessa experiência os liceus João XXIII, São José e outros.

Frisou que os resultados do Exame Nacional experimental realizado no ano passado não serão considerados em termos oficiais.

Disse que foi realizado de forma a permitir a entidade competente neste caso o Ministério da Educação, fazer análise e balanço da situação para depois avançar com a realização do Exame Nacional muito mais bem preparado. ANG/ÂC//SG

 

 

 

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