Peru/Governo avalia estragos causados por terramoto que deixou mortos e centenas de desabrigados
(ANG) – Autoridades e representantes do Governo do Peru chegaram no domingo (19) à região andina de Junín, onde um terramoto de magnitude 5.1 deixou ao menos cinco mortos, dezenas de feridos e centenas de pessoas desabrigadas.
O socorro às vítimas e as buscas por desaparecidos continuam desde a madrugada.
O tremor ocorreu na noite de sábado (18), por volta das 21h24 (23h24 no horário de Brasília), a uma profundidade de 24 quilómetros, com epicentro na cidade de Chupaca e no distrito de Chongos Bajo, em Junín, informou o Instituto Geofísico do Peru (IGP). A região afetada fica a 300 km a leste da capital Lima.
“O que temos até agora são 5 mortos e 21 feridos que já foram confirmados pelo Ministério da Saúde”, disse o chefe do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), general Luis Vásquez, à rádio Exitosa.
Segundo Vásquez, a pouca profundidade do tremor, somada à presença de casas construídas com adobe (tijolos artesanais) e quincha (tipo de palha), contribuiu para os graves danos em diversas localidades.
“Temos 48 moradias destruídas e 300 desabrigados, também atendidos pelo governo regional, que lhes levou barracas e cobertores”, indicou o chefe do Indeci.
“O terramoto destruiu nosso lar. Aqui há muitas casas de adobe que desabaram”, disse um morador de Chongos Bajo ao canal de televisão N.
O presidente peruano, José María Balcázar, afirmou em entrevista à Rádio Nacional que o governo respondeu imediatamente com “o envio de ajuda humanitária e a coordenação com as autoridades para atender as famílias afetadas e lhes oferecer assistência urgente”.
O chefe do Instituto Geofísico do Peru (IGP), Hernando Tavera, informou que o tremor foi provocado pela reativação da “falha tectónica Altos del Mantaro”, localizada perto da cidade de Chupaca, em Junín.
“Qualquer evento sísmico que ocorra próximo a essa falha vai produzir altos níveis de tremor do solo”, explicou Tavera. Após o evento principal, o IGP registou 12 réplicas, a maioria de baixa magnitude.
Com 34 milhões de habitantes, o Peru, está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, que se estende ao longo da costa oeste americana e da costa leste asiática. Nessas regiões se regista a maior atividade sísmica do mundo.
Por ano, somente no Peru ocorrem pelo menos 400 terramotos de magnitude 4,0, dos quais cerca de cem são perceptíveis pela população.
Recentemente, a Venezuela também sofreu com tremores, que deixaram um cenário de devastação em seu território. No dia 24 de Junho, um duplo terramoto atingiu a capital Caracas, La Guaira e outras regiões do país, deixando mais de 5,1 mil mortos, segundo o balanço mais recente divulgado neste sábado. ANG/RFI/AFP