Projeto EGALE-AO termina missão no país e homenageia agricultores familiares
(ANG) – O Projeto de Igualdade de Género através da Agroecologia Liderada pelas Mulheres na África Ocidental(EGALE-AO), terminou, recentemente, os seus trabalhos na Guiné-Bissau e prestou homenagem à 40 agricultores familiares, das regiões de Bafatá, Bolama-Bijagós, Oio e Quinará.
Segundo a ONG Tiniguena, ao longo dos cinco anos de intervenção, o EGALE-AO procurou reforçar os direitos das mulheres rurais, promovendo o acesso à terra, a segurança no cultivo, disponibilidade de sementes e o acesso aos mercados.
O projecto possibilitou igualmente a formação e o acompanhamento das mulheres, com o objetivo de fortalecer as suas capacidades de organização associativa, gestão e comercialização de produtos agrícolas, contribuindo para o reforço da sua autonomia económica e para a melhoria das condições de vida nas comunidades.
Na Guiné-Bissau, refere a página de facebook da Tiniguena, o projeto registou 4.546 beneficiários diretos, mulheres e homens, através do trabalho desenvolvido com 16 associações e 26 comunidades.
Segundo os dados da avaliação realizada em Setembro passado, entre os principais resultados destacam-se a disponibilização de terrenos para atividades hortícolas, a introdução de técnicas agroecológicas sustentáveis e o desenvolvimento de iniciativas económicas lideradas por mulheres.
“Estes resultados refletem também a importância do envolvimento dos homens, enquanto Campeões Feministas, na promoção de práticas e atitudes favoráveis à igualdade de género, agroecologia e associação”, refere a Tiniguena.
A cerimónia de encerramento do projecto e de homenagem aos 40 agricultores familiares teve lugar na aldeia de Gã-Basse, região de Bafata, leste do país.
Na ocasião, o Diretor Executivo da Tiniguena, Miguel de Barros, destacou o facto de o projeto priorizar a autonomia das mulheres nos domínios da produção, alimentação, das escolhas económicas e da participação política.
O responsável salientou ainda a importância da participação das mulheres na defesa dos interesses das comunidades e do bem comum, sublinhando a necessidade de promover relações mais igualitárias e uma participação inclusiva nos processos de desenvolvimento.
Implementado pela Tiniguena, o EGALE-AO integra uma iniciativa regional que abrange também o Burkina Faso, o Senegal e o Togo.
Os resultados alcançados na Guiné-Bissau, segundo a Tiniguena, evidenciam a importância de continuar a promover a igualdade de género, a agroecologia e a autonomia económica das mulheres rurais, valorizando igualmente o envolvimento dos homens na transformação das relações de género e na construção de comunidades mais justas, inclusivas e sustentáveis.ANG/LLA/ÂC//SG