Festival Europeu de Cinema/ Embaixador da União Europeia afirma que evento representa “um momento especial” de celebração do cinema e do poder da arte de aproximar povos
(ANG) – O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Federico Bianchi, afirmou que o Festival Europeu do Cinema, representa “um momento especial” de celebração do cinema e do poder da arte de aproximar os povos.
A afirmação foi feita na cerimónia de abertura do Festival Europeu de Cinema sábado, nas instalações da Delegação da União Europeia, em Bissau.
O evento foi organizado em parceria com as embaixadas de Espanha, França e Portugal, bem como com o Instituto Camões – Centro Cultural Português em Bissau, o Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense e o Instituto Guimarães Rosa e decorre de 28 de Março a 22 de Maio , em mais uma edição do Festival Europeu de Cinema.
“O cinema é uma das mais belas pontes entre os povos, transcendendo fronteiras e promovendo o diálogo intercultural”, sublinhou Federico Bianchi, destacando ainda os 50 anos das relações bilaterais entre a União Europeia e a Guiné-Bissau.
Por sua vez, o realizador Pedro Pinho afirmou que o contacto com a realidade guineense despertou o seu interesse de explorar, através do cinema, as relações históricas e culturais entre Portugal e a Guiné-Bissau.
Segundo disse, o filme, Riso e Faca, procura refletir sobre dinâmicas sociais e desafios comuns entre diferentes contextos.
Já Rui Manuel da Costa, um dos particiantes no filme, destacou o impacto do projeto na formação de jovens guineenses, sublinhando a importância do intercâmbio de experiências com profissionais estrangeiros.
Defendeu, por outro lado, uma maior atenção das autoridades nacionais ao setor cultural, em particular ao cinema.
O Festival Europeu de Cinema prossegue até Maio, com exibições em Bissau e noutras localidades do país.
Segundo uma nota de assessoria de Comunicação da União Europeia, a iniciativa, visa valorizar a diversidade do cinema europeu, incentivar o intercâmbio cultural e reforçar os laços entre as cinematografias europeia e guineense.
A nota refere que no país, o festival decorrerá em várias regiões, com uma programação que inclui a exibição de clássicos do cinema guineense, com obras de Flora Gomes e Sana Na N’Hada, acompanhadas de sessões de debate (djumbai) sobre temas como memória, independência, identidade cultural e transformação social.
Acrescena que a edição deste ano destaca as ligações entre a União Europeia e a Guiné-Bissau, com o objetivo de reforçar competências locais e dinamizar o setor audiovisual.
Entre os destaques da programação figura o filme “O Riso e a Faca”, do realizador português Pedro Pinho, rodado em Bissau e apresentado no Festival de Cannes em 2025.
A obra será exibida em várias regiões do país, com a presença de membros da equipa para interagir com o público.
O Festival contará ainda com a participação da realizadora Catarina Laranjeiro, que apresentará o documentário “Fogo no Lodo (Fagnule)”, filmado na aldeia de Unal, centrado nas relações entre memória, práticas sociais, agricultura e espiritualidade. ANG/LPG/ÂC//SG