“A criminalidade transnacional continua a representar uma das principais ameaça à segurança internacional”, diz o Diretor Nacional da PJ
(ANG) – O Diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ), disse, quarta-feira, na Cimeira de Polícias das Nações Unidas, em Nova Iorque, que “a criminalidade organizada transnacional, continua a representar uma das principais ameaças à segurança internacional e ao desenvolvimento suatentável”.
Segundo uma nota enviada à imprensa pelo gabinete de comunicação da PJ , Domingos Monteiro Correia , destacou na sua intervenção que as redes criminosas atuam cada vez com maior sofisticação, explorando vulnerabilidades institucionais, utilizando tecnologias avançadas e operando para além das fronteiras nacionais.
Para o responsável, o assunto exige respostas coordenadas, integradas e sustentáveis por parte dos Estados Membros.
Correia acrescentou que países em desenvolvimento com recursos limitados como a Guiné-Bissau, necessitam de uma cooperação internacional mais sólida, que assente na confiança mútua, troca de informações em tempo real, assistência técnica especializada e no reforço das capacidades institucionais dos serviços de investigação criminal.
Domingos Correia destacou ainda os esforços empreendidos pela Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, nos últimos anos, para modernizar as suas capacidades operacionais e de investigação, com destaque para o fortalecimento da polícia científica, no âmbito de cooperação policial internacional, a formação especializada dos investigadores criminais e a participação em mecanismos regionais de intercâmbio de informações.
Domingos Monteiro apelou o reforço do apoio técnico e financeiro aos países mais vulneráveis, bem como a promoção de uma cultura de partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas entre os serviços responsáveis pela aplicação da lei da organização.
No final da sua intervenção, o Diretor Nacional da Polícia Judiciária transmitiu o reconhecimento da Guiné-Bissau às Nações Unidas e aos parceiros internacionais, pelo apoio aos esforços nacionais de modernização institucional e de combate à criminalidade organizada transnacional.
A participação da Polícia Judiciária nesta cimeira, segundo a nota, reafirma o compromisso da Guiné-Bissau com os princípios da cooperação internacional, do Estado de Direito e da segurança colectiva, num contexto marcado por ameaças globais como o tráfico de drogas, de seres humanos, o branqueamento de capitais, a cibercriminalidade, os crimes ambientais e outras formas de criminalidade organizada. ANG/LLA//SG