Pais e Encarregados de Educação denunciam alegados casos de exploração sexual e venda de notas nas escolas públicas
(ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Pais e Encarregados de Educação denunciou, esta segunda-feira, a existência de alegadas irregularidades em escolas públicas do país, incluindo casos de exploração sexual de alunas e venda de notas, sobretudo durante o período de avaliação e transição para a classe seguinte.
Lassana Bangura, citado pela Rádio Pindjiguiti, afirmou que a organização mobilizou as suas estruturas regionais para recolher informações e acompanhar as denúncias.
Segundo explicou, caso os factos sejam confirmados, os responsáveis serão apresentados às autoridades competentes para responder judicialmente pelos atos praticados.
“Não podemos permitir que a escola, que deve ser um espaço de aprendizagem e proteção, seja transformada num local de exploração e corrupção”, afirmou Bangura.
O responsável denunciou igualmente a alegada comercialização de notas, considerando que esta prática compromete a qualidade do ensino, desvaloriza o mérito académico e prejudica o futuro dos estudantes, particularmente daqueles que pretendem prosseguir os estudos no estrangeiro através de bolsas de estudo.
“Temos conhecimento destas práticas, que não beneficiam nem os estudantes nem o país”, sublinhou.
Na mesma ocasião, Bangura apontou o baixo nível de aprendizagem como uma das principais causas do insucesso escolar, segundo explicou, muitos alunos terminam o ano letivo sem cumprir o número previsto de horas de aulas, devido às sucessivas greves que têm afetado o sistema educativo nacional.
O presidente da associação alertou ainda para as consequências desta realidade, afirmando que vários estudantes guineenses enfrentam dificuldades académicas após ingressarem em instituições de ensino superior em países como Portugal e Brasil, chegando, em alguns casos, a abandonar os estudos por não conseguirem acompanhar o nível de exigência.
Relativamente às cobranças efetuadas por algumas direções escolares para a realização dos exames da segunda época, Bangura criticou a prática e questionou a transparência na gestão das verbas arrecadadas. Defendeu que estas cobranças devem ser eliminadas para preservar a credibilidade das escolas públicas e garantir igualdade de acesso aos exames.
Lassana Bangura apelou os pais e encarregados de educação para que acompanhem os filhos durante o período de férias escolares, recomendo-os a incentiva-los a rever as matérias lecionadas ao longo do ano, de forma a consolidar os conhecimentos adquiridos e preparar os alunos para o próximo ano letivo.
ANG/MSC/ÂC