Coletivo de 399 técnicos estagiários do HNSM anuncia suspensão do serviço por período indeterminado
(ANG) – O coletivo de 399 técnicos estagiários do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) anunciou no passado fim de semana a suspensão dos serviços que prestavam por período indeterminado.
Segundo o coordenador do coletivo, Amadú Mané, a decisão de suspender actividades representa uma forma de pressão ao Governo de Transição para que regularizasse a situação desses quadros da saúde perante a administração pública nacional.
“Existem estagiários que já fizeram entre dois à oito anos de serviço e outros nove meses de serviço, sem qualquer tipo de remuneração, ganho ou benefícios e muito menos uma contratação”, denunciou Baldé em conferência de imprensa.
Disse que já tiveram encontros com a direcção do HNSM e com a do Ministério de Saúde, mas que, infelizmente, não receberam nenhuma garantia de haver uma situação que pode lhes assegurar no serviço .
“Por isso, decidimos suspender as actividades por período indeterminado. Não é normal que continuemos a investir os nossos meios no transporte para chegar ao hospital sem qualquer tipo de benefício. Decidimos suspender como forma de pressionar uma contratação, remuneração, entre outras vantagens”, disse Amadú Mané.
O coordenador do coletivo disse que, actualmente, as escalas de serviços feitas no HNSM são cobertos por estagiários. “Na realidade precisam dos nossos serviços, mais ao mesmo tempo não estão a evidenciar esforços para nos assumir”, disse.
Questionado sobre o seu juramento de salvar vidas, Baldé respondeu que, na verdade têm a missão de salvar vidas, mas que também precisam sobreviver .
Disse que, com a suspensão, de certeza, vários doentes vão ficar sem atendimento médico, o que , segundo diz, vai provocar “consequências indesejáveis”. ANG/AALS/ÂC//SG