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Congo/ Apelo para melhor alinhar políticas públicas à criação de empregos para jovens africanos

Congo/ Apelo para melhor alinhar políticas públicas à criação de empregos para jovens africanos

(ANG) – Autoridades institucionais e especialistas internacionais destacaram na quinta-feira, em Brazzaville, a necessidade de melhor alinhar políticas públicas, investimentos e necessidades do mercado de trabalho para transformar o dividendo demográfico africano em um motor de crescimento e geração de empregos.

Em um evento de compartilhamento de conhecimento realizado sob o tema “Aproveitando o Dividendo Demográfico da África para uma Transformação Económica Acelerada”, à margem das Reuniões Anuais de 2026 do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), esses funcionários e especialistas enfatizaram a urgência de se adotar abordagens integradas para emprego, treinamento e investimento.

Nesse sentido, a Ministra das Finanças da Namíbia, Ericah Shafudah, defendeu uma maior coerência entre as políticas, as ações e os orçamentos públicos para transformar o potencial da juventude africana em oportunidades concretas de emprego.

Ela considerou imprescindível vincular os quadros orçamentais do governo a indicadores relacionados ao emprego, às competências e ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas (PMEs).

Por sua vez, Federica Diamanti, Vice-Presidente Associada do Departamento de Relações Externas do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), indicou que a juventude constitui “o recurso mais importante e poderoso” do continente, observando, porém, que os sistemas económicos atuais não criam empregos suficientes na escala necessária.

A Sra. Diamanti defendeu, a este respeito, que se vá além da simples produção agrícola, investindo mais em infraestrutura, energia, armazenamento e processamento local, ao mesmo tempo que se fortalecem as parcerias com o setor privado.

Ela também enfatizou a necessidade de dar atenção especial às mulheres e meninas, que enfrentam maiores barreiras no acesso ao emprego e às oportunidades económicas.

Por sua vez, a representante do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) para a República Democrática do Congo (RDC), a República do Congo, o Burundi e Ruanda, Mouna El Jaouhari, destacou a existência de lacunas significativas em infraestrutura e conectividade, bem como uma discrepância entre as habilidades disponíveis e as necessidades do mercado de trabalho, o que limita o potencial do setor privado.

Segundo ela, os projetos de desenvolvimento devem ser concebidos mais em torno das necessidades dos jovens, com indicadores precisos para medir sua integração em grandes programas de investimento.

O economista-chefe da Organização Internacional do Trabalho, Sangheon Lee, defendeu que a questão do emprego seja colocada no centro das estratégias económicas e que os vínculos entre capital humano, transformação produtiva, industrialização e digitalização sejam fortalecidos.

Ele enfatizou a importância de fortalecer as instituições do mercado de trabalho e os mecanismos de proteção social, especialmente em benefício das mulheres jovens.

As Reuniões Anuais do AfDB de 2026 estão sendo realizadas até 29 de Maio, sob o tema “Mobilizando recursos em larga escala para financiar o desenvolvimento da África em um mundo fragmentado”. ANG/Faapa

 

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