Dia de África/Primeiro-ministro afirma que o continente precisa menos de “discursos vazios” e mais de competência e unidade
(ANG) – O Primeiro-ministro de Transição, disse, em mensagem alusivo a dia de África que o continente precisa mais de competência, trabalho, disciplina, unidade e visão estratégica de que discursos vazios
Ilídio Vieira Té referiu que as batalhas do continente mudaram de forma.
“Atualmente, os desafios do continente já não se resumem apenas à libertação territorial, mas também na estabilidade institucional; boa governação; emprego para a juventude; integração regional; segurança alimentar; energia; educação; infraestruturas; soberania económica; e dignidade social dos povos africanos”, salientou.
Disse que é precisamente neste contexto que a Guiné-Bissau continua a travar a sua própria luta nacional.
Vieira Té, sublinha que a luta pela estabilização do Estado é uma luta pela recuperação da credibilidade das instituições, reorganização das finanças públicas, confiança internacional, pelo funcionamento normal da administração, e diz ainda ser uma luta pela paz social e pela reconstrução gradual da esperança nacional.
“Celebramos Amílcar Cabral, Kwame N´krumah, Patrice Lumumba, Julius Nyereré, Nelson Mandela e todos aqueles que acreditaram que África tinha direito à liberdade, soberania, justiça e ao desenvolvimento, e a Guiné-Bissau deve fazer parte dessa nova caminhada africana”, disse.
O Primeiro-ministro sublinhou que o país tem recursos, juventude, localização estratégica, capacidade humana, história e dignidade mas que precisa consolidar a estabilidade e transformar essas potenciais l em desenvolvimento real.
“Neste Dia de África, dirijo uma palavra muito especial à juventude guineense, pois o futuro da Guiné-Bissau dependerá da vossa capacidade de transformar energia em conhecimento, patriotismo em responsabilidade e liberdade em construção nacional”, disse.
Té afirmou que o Governo de Transição tem plena consciência das dificuldades que o povo enfrenta, e que ainda existam enormes desafios.
“Sabemos que há impaciência legítima e sofrimento social acumulado ao longo de muitos anos. Mas sabemos igualmente que nenhum país consegue reconstruir-se no caos permanente. Nenhum Estado consegue desenvolver-se sem estabilidade. Nenhuma economia cresce sem confiança. Nenhuma democracia se consolida sem instituições. É por isso que continuamos firmemente empenhados na preservação da estabilidade; reformas; credibilidade; autoridade do Estado; e defesa do interesse nacional”, frisou.
Ilídio Vieira Té defende que a África pela qual os seus heróis lutaram não pode ser uma África eternamente dependente, dividida ou fragilizada.
Disse que a nova geração africana exige Estados funcionais, instituições fortes, lideranças responsáveis, economias produtivas e oportunidades concretas para os jovens.
Disse que a luta da geração atual já não é contra o colonialismo, mas sim contra a pobreza, a fragilidade institucional, a corrupção, a instabilidade, a dependência económica e o atraso estrutural. “Essa luta exige coragem política, lucidez nacional e espírito de sacrifício colectivo”, disse.
“Neste dia histórico, rendemos homenagem aos heróis africanos do passado, mas assumimos igualmente a responsabilidade de construir a África do futuro. Uma África mais forte, mais respeitada, mais desenvolvida, mais unida e mais dona do seu próprio destino”, disse Ilídio Vieira Té. ANG/JD/ÂC//SG