Mulheres dos Bijagós partilham experiências com MULEIDE sobre governação comunitária e conservação marinha
(ANG) – As mulheres do Arquipélago de Bijagós participaram num intercâmbio com uma delegação da Associação Mulher, Lei e Desenvolvimento (MULEIDE), de Moçambique, no âmbito do projeto Ação Climática Feminista.
A informação foi publicada na página da ONG Tiniguna na facebook, segundo a qual o encontro realizado na ilha de Formosa centrou-se na partilha de experiências sobre governação comunitária, gestão inclusiva das áreas marinhas protegidas e desenvolvimento sustentável das comunidades.
Trata-se de uma iniciativa de promoção de trocas de conhecimentos, estratégias e ferramentas entre organizações e comunidades da Guiné-Bissau e de Moçambique.
Numa incursão pelas diferentes localidades do Arquipélago, as participantes percorreram diferentes ilhas, bancas de moluscos e perímetros hortícolas para conhecer experiências relacionadas com agroecologia comunitária, resiliência às alterações climáticas, conservação de áreas comunitárias, igualdade de género, governação e empoderamento económico.
Mércia Fabião Chitinze, representante da MULEIDE destacou a importância da visita para o conhecimento da realidade guineense, sublinhando a produção de arroz, a preservação dos mangais e a força da identidade cultural africana nas comunidades bijagós.
Segundo Chitinze, Moçambique também desenvolve esforços para recuperar os mangais e preservar elementos culturais que se encontram em risco de desaparecimento.
Por seu turno, Sharon Truzão, coordenadora do projeto RESEA em Moçambique, considerou positivas as trocas de experiências estabelecidas com as comunidades bijagós e a Tiniguena, destacando a articulação entre a organização e as comunidades locais na preservação ambiental e cultural.
Naentrem Sanca, responsável pela área de Género da Tiniguena no projeto Ação Climática Feminista, salientou a importância da partilha de experiências sobre o funcionamento das bancas de moluscos e sobre os processos que têm permitido aumentar a participação das mulheres em posições de liderança nas estruturas comunitárias.
O projeto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO) é implementado na Guiné-Bissau pela Tiniguena, em parceria com a ONG internacional Inter Pares. a iniciativa pretende reforçar as respostas comunitárias às alterações climáticas e aumentar a participação das mulheres rurais e dos jovens na proteção da biodiversidade e na promoção da justiça climática.ANG/MI/ÂC//SG