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Portugal/Imigração desacelera e brasileiros são a maior comunidade

Portugal/Imigração desacelera e brasileiros são a maior comunidade

(ANG) – O número de estrangeiros que vivem regularmente em Portugal continua a subir, mas o crescimento desacelerou, segundo o Relatório de Migrações e Asilo 2025, divulgado , terça-feira (22).

No final do ano passado, eram 1.585.854 imigrantes no país, um aumento de 2,7% em relação a 2024. Entre 2021 e 2023, o crescimento anual chegou a ultrapassar os 30%.

Pelo sexto ano consecutivo, os brasileiros foram a maior comunidade estrangeira em Portugal. Atualmente são quase 500 mil cidadãos em terras lusas, o que representa 31% do total de imigrantes. Mas os dados incluem apenas quem está com a situação migratória regularizada ou em processo de regularização.

Pessoas em situações irregulares não entram na conta. Também ficam de fora os imigrantes que já adquiriram a nacionalidade portuguesa, ou os que tenham dupla nacionalidade de outro Estado-membro da União Europeia. Portanto, o relatório não é capaz de captar a quantidade real de brasileiros vivendo no país.

O estudo mostra ainda um aumento no número de notificações para o “abandono voluntário”, enviadas quando o imigrante não cumpre os requisitos para permanecer em Portugal. O total saltou de 446 em 2024 para 23.133 no ano passado. De acordo com o relatório, o crescimento se deve ao “esforço de regularização e saneamento de situações pendentes e ao reforço da capacidade de atuação administrativa e policial”.

Neste quesito, os brasileiros estão em terceiro lugar, atrás dos cidadãos da Índia e Bangladesh. A notificação de abandono voluntário chegou no ano passado para 2.354 brasileiros, mas não há registos de quantos de fato deixaram o país após receberem o aviso.

Quase 85% dos estrangeiros residentes em Portugal estão em idade economicamente ativa, o que é importante em um dos países mais envelhecidos da Europa, com uma taxa de 188 idosos por cada 100 jovens.

“Trata-se de uma população predominantemente jovem e ativa com um forte potencial de integração no mercado de trabalho, contribuindo de forma decisiva para o crescimento e dinamismo social do país”, destaca o relatório.

No que diz respeito ao género, a predominância é masculina: 55,6% são homens e 44,4% mulheres. “Esta diferença reflete, em grande medida, os padrões de mobilidade laboral internacional, nos quais os homens tendem a migrar primeiro, sendo posteriormente acompanhados por familiares”, explica a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima), responsável pela elaboração do relatório.

Contudo, quando se trata dos brasileiros, o equilíbrio é ainda maior, mas a percentagem se inverte: a maioria é de mulheres, com 51% do total.  ANG/RFI

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