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Presidente do Conselho de Administração do IMP apela guineenses a unirem esforços para proteger Oceanos

Presidente do Conselho de Administração do IMP apela guineenses a unirem esforços para proteger Oceanos

(ANG) – O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário (IMP) apelou aos guineenses para  unirem esforços para proteger os Oceanos, através de instituições públicas e privadas, comunidades costeiras, pescadores, jovens, mulheres, investigadores, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento.

O apelo de Igualdino Afonso Té, foi feito em  mensagem alusivo ao Dia Mundial dos Oceanos, celebrado segunda-feira,(08).

Afonso Té  disse que a data  convida à uma reflexão profunda sobre a relação entre a humanidade e o mar, bem como sobre a responsabilidade coletiva de proteger este património comum, essencial para a vida, para o equilíbrio climático e para o desenvolvimento sustentável das nações.

Para a Guiné-Bissau, diz, o oceano vai muito além de uma simples fronteira geográfica,  representa um pilar fundamental da  identidade, cultura e economia do país.

“A extensa costa, os estuários, os mangais e o Arquipélago dos Bijagós formam ecossistemas de relevância mundial, ricos em biodiversidade e responsáveis pela subsistência de milhares de famílias que dependem, direta ou indiretamente dos recursos marinhos”, disse.

O PCA do IMP disse que este património natural enfrenta desafios sem precedentes, e que as mudanças climáticas têm vindo a transformar, profundamente, os ecossistemas marinhos e costeiros, provocando a subida do nível do mar, alterações nos padrões de precipitação e o aumento da frequência e intensidade de fenómenos meteorológicos extremos.

“A erosão costeira é uma das consequências mais visíveis desta realidade. Várias regiões do país, Bubaque, Varela e Pexice, comunidades, áreas agrícolas, infraestruturas e habitats naturais se encontram sob ameaças que exigem respostas coordenadas, baseadas no conhecimento científico,  ordenamento do território e na proteção dos ecossistemas”, lamentou.

Neste contexto, de acordo com Gualdino Té, a celebração do Dia Mundial dos Oceanos assume um significado ainda mais relevante para a Guiné-Bissau.

“Destacamos, neste momento, a importante decisão do Conselho de Ministros, presidido Presidente da República de Transição Horta Inta-a,  que aprovou os Regulamentos de Concessão, Ocupação e Exploração do Domínio Público Marítimo, bem como o Regulamento de Coimas”, salientou.

Esta reforma, prosseguiu, constitui um marco histórico na governação do espaço marítimo nacional, ao estabelecer um quadro jurídico moderno, transparente e orientado para a gestão sustentável dos nossos recursos. Estes instrumentos permitirão reforçar o ordenamento das atividades económicas, proteger os ecossistemas costeiros e marinhos, atrair investimentos sustentáveis e valorizar o nosso património marítimo.

Igualdino Té disse que o Instituto Marítimo e Portuário da Guiné-Bissau reafirma, nesta data, o seu compromisso com a implementação destas políticas, promovendo uma gestão integrada do espaço marítimo, reforçando a segurança da navegação, a proteção do ambiente marinho, a prevenção da poluição,  cooperação internacional e o desenvolvimento de uma Economia Azul inclusiva e sustentável.

“Acreditamos, firmemente, que o futuro da Guiné-Bissau passa pelo mar. Um mar seguro, produtivo, saudável e bem governado poderá ser um dos principais motores do crescimento económico, da criação de emprego, da inovação, do turismo sustentável e da prosperidade nacional”, declarou. ANG/JD/ÂC//SG

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