Sindicato dos Trabalhadores do HNSM convoca greve para 22 à 28 deste mês
(ANG) – O presidente do Sindicato de Base do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), o maior centro hospitalar do país, anunciou, quinta-feira, a realização de uma greve de uma semana neste estabelecimento hospitalar, se as suas reivindicações não forem atendidas.
Ibraima Sambú alega que o HNSM não dispõe de condições adequadas para o funcionamento dos serviços de saúde, razão pela qual vão observar a greve entre 22 e 28 deste mês..
Sambú anunciou a greve numa conferência de imprensa, em que falou da entrega do Pré-aviso de greve .
Na ocasião, explicou que o sindicato entregou no passado dia 12 do mês em curso, um caderno reivindicativo acompanhado de um pré-aviso de greve para próxima semana, e que caso não haja abertura para negociações, os trabalhadores avançarão para uma segunda fase de greve, com duração de dez dias.
De acordo com aquele dirigente sindical, antes da entrega do pré-aviso foram enviadas cartas e pedidos de audiência ao ministro da Saúde Pública e ao Primeiro-ministro, sem que tenha havido qualquer resposta.
“O caderno reivindicativo apresenta três principais exigências nomeadamente, a melhoria das condições de trabalho, o pagamento dos salários dos trabalhadores contratados, que acumulam 33 meses sem salário, e esclarecimentos sobre a privatização e gestão de alguns serviços do hospital”, refere Sambú.
O Presidente do Sindicato de Base do HNSM diz haver insuficiência de profissionais para responder os casos de Mpox, e pede mais técnicos.
“Quando um médico atende mais de 30 pacientes por dia, compromete a qualidade dos cuidados prestados”, disse.
O sindicalista denunciou a falta de materiais básicos como luvas, termómetros e aparelhos de medição da pressão arterial. ANG/MSC/ÂC//SG