SINJOTECS e RDDH recomendam a classe a pratica de um “jornalismo responsável”
(ANG) – O Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) e a Rede dos Defensores dos Direitos Humanos (RDDH), recomendaram sábado, a prática de um Jornalismo responsável no país.
A recomendação foi feita no âmbito de um seminário de “Reflexão sobre a Importância do Jornalismo de Investigação no Combate à Corrupção”. Realizado em Bissau.
As duas entidades recomendaram ainda o fortalecimento da ética profissional, promoção de formações contínuas para os jornalistas, criação de mecanismos de proteção das fontes .
Ao discursar na cerimónia de abertura do referido seminário, a Presidente do SINJOTECS Indira Correia Baldé, disse que o papel de um jornalista é estar sempre no local dos acontecimentos, para melhor apurar os factos.
Indira Balde ainda pede mais concentração dos profissionais da imprensa na luta contra a corrupção.
Para Baldé a melhor forma de lutar contra esse flagelo é trazer à luz um trabalho investigativo sobre os atos de corrupção, para que o povo conheça a verdadeira identidade destas pessoas.
“Trazer a luz do dia a verdade que estes indivíduos não querem que sejam reveladas, não é um trabalho fácil para qualquer jornalista, mas muitos trabalhos do género feitos pelos jornalistas de investigação tiveram impactos além fronteiras”, destacou a Presidente do SINJOTECS.
Para o Coordenador Nacional da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos (RDDH) Vitorino Indeque, a corrupção é uma das maiores ameaças ao desenvolvimento sustentável.
“A justiça social é a confiança dos cidadãos nas instituições, porque enfraquece o Estado de Direito e perpetua desigualdades. Por isso, o jornalismo de investigação é uma ferramenta poderosa, capaz de expor, denunciar e pressionar por mudanças”, defendeu Indeque.
Acrescentou que a Guiné-Bissau é um país onde os desafios institucionais são grandes, sendo assim, o jornalismo de investigação torna-se ainda mais essencial, porque protege o interesse público e contribui para a construção de uma cultura de integridade.
O seminário teve a duração de um dia, e nele foram debatidos os temas: “Papel do Jornalismo Investigativo na denúncia de práticas Ilícitas e na promoção da prestação de contas”; “Dilemas Éticos, como usar Fontes Anónimas”; Respeito à Privacidade e Impacto Social das Investigações”;”Medidas e práticas para Defensores dos Direitos Humanos em risco, Manual de Segurança da FrontLine Defender”.ANG/LLA/ÂC//SG