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Directora-geral de Alfabetização defende mais investimento para diminuir a elevada taxa de analfabetismo no país

Directora-geral de Alfabetização defende mais investimento para diminuir a elevada taxa de analfabetismo no país

(ANG) – A Directora-geral de Alfabetização e Educação Não Formal defende mais  investimento do Estado para acelerar a redução do elevado índices de analfabetismo que continua a afetar a população.

De acordo com uma nota de Assessoria de Imprensa do Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica (MENSIC), publicada na sua página da facebook, à que a ANG teve acesso,   Mame Nilde Lopes Faye, falava  na 2ª reunião do Conselho Directivo do referido ministério realizada  segunda-feira.

Na ocasião, Mame Faye destacou a importância estratégica da sua instituição no combate ao analfabetismo no país, revelando que os dados disponíveis apontam para uma incidência que ronda os 70 por cento da população, situação que continua a constituir um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento económico e social do país.

A responsável disse que o combate ao analfabetismo deve ser encarado como uma prioridade nacional, exigindo políticas públicas consistentes, financiamento adequado e maior mobilização de recursos humanos e materiais.

A responsável defendeu que o investimento na alfabetização de jovens e adultos representa um instrumento fundamental para promover a inclusão social, melhorar as condições de vida das populações e fortalecer a participação dos cidadãos no desenvolvimento do país.

Mame Nilde Lopes Faye apresentou as principais atividades desenvolvidas pela Direção Geral de Alfabetização e Educação Não Formal, com destaque para os programas de alfabetização de adultos implementados em diferentes regiões do país.

Entre as iniciativas em curso, destacou a utilização da rádio como ferramenta educativa, permitindo levar conteúdos de alfabetização à um número significativo de cidadãos, incluindo populações residentes em zonas de difícil acesso.

Segundo explicou, as aulas radiofónicas constituem uma alternativa importante para ampliar a cobertura dos programas de alfabetização e garantir oportunidades de aprendizagem à pessoas que não tiveram acesso ao ensino formal durante a idade escolar.

A responsável explicou que os programas de alfabetização são estruturados em diferentes níveis de aprendizagem, permitindo uma progressão gradual dos beneficiários.

“O sistema contempla um primeiro ciclo correspondente ao primeiro e segundo anos de alfabetização, seguido por um segundo ciclo que abrange o terceiro e quarto anos, proporcionando aos participantes competências básicas de leitura, escrita e cálculo”, salientou.

Esta metodologia, segundo Faye, tem contribuído para a formação de milhares de cidadãos ao longo dos anos, embora os resultados ainda sejam insuficientes face à dimensão do problema no país.

No capítulo das perspetivas futuras, Mame Nilde Lopes Faye indicou que a promoção da educação de adultos continuará a constituir uma das principais prioridades da instituição.

A responsável defendeu o reforço dos programas de alfabetização, a expansão das acções educativas para novas localidades e a mobilização de mais parceiros para apoiar  iniciativas desenvolvidas pela Direcção-Geral.

Segundo afirmou, o fortalecimento da educação não formal é indispensável para reduzir as desigualdades educativas e oferecer novas oportunidades de aprendizagem às populações adultas.

A Directora-geral aproveitou a ocasião para solicitar a intervenção e o apoio institucional do novo ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Banjai, apelando ao exercício da sua magistratura de influência em benefício da Direcção- Geral de Alfabetização e Educação Não Formal.

Mame Nilde Lopes Faye disse que o envolvimento directo do ministro poderá contribuir para a mobilização de recursos e para uma maior valorização do subsector no quadro das políticas educativas nacionais.

Entre os principais constrangimentos apresentados durante a reunião, a responsável destacou a insuficiência de recursos financeiros para o funcionamento regular da instituição.

Segundo explicou, a Direcção Geral enfrenta dificuldades relacionadas com a inexistência de fundos de maneio suficientes para assegurar despesas básicas de funcionamento, incluindo serviços de higiene, manutenção das instalações e outras necessidades administrativas essenciais.

Esta situação, de acordo com a Directora-Geral, limita a capacidade operacional da instituição e dificulta a implementação eficaz dos programas previstos. ANG/ÂC//SG

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