Escola privada Nossa Senhora de Fátima (Solidariedade) regista taxa de aprovação de 93,1% no ano letivo 2025-2026
(ANG) – A Escola privada Nossa Senhora de Fátima (Solidariedade) encerrou o ano letivo, 2025/2026, com uma taxa de aprovação de 93,1 por cento.
O resultado que, em entrevista concedida hoje a ANG, o Diretor-geral da instituição Estevão Lucas Pereira, considera bastante positivo e reflexo do bom nível de aprendizagem demonstrado pelos alunos.
Segundo Estevão Lucas Pereira, a escola iniciou o ano letivo com 780 alunos, dos quais 381 do sexo masculino e 399 do sexo feminino. Durante o período escolar registaram-se oito desistências, envolvendo três rapazes e cinco raparigas.
Dos alunos inscritos, 719 transitaram de classe, correspondendo a uma taxa de aprovação de 93,1 por cento, enquanto 6,9 por cento reprovaram.
Ao analisar o desempenho académico, Estevão Lucas Pereira destacou progressos significativos nas disciplinas de Português e Matemática. Contudo, reconheceu que persistem dificuldades na área das Ciências, sobretudo entre os alunos do quinto e sexto ano de escolaridade.
O Diretor-geral da escola atribuiu essas dificuldades, em grande parte, à insuficiente participação de alguns pais e encarregados de educação no acompanhamento escolar dos educandos.
Por isso, recomendou para próximo ano maior envolvimento das famílias no processo de ensino e aprendizagem.
“Um aluno deve dedicar entre duas e três horas diárias ao estudo, de segunda a sexta-feira, para alcançar resultados satisfatórios”, defendeu.
Questionado sobre os principais desafios enfrentados ao longo do ano letivo, Lucas Pereira apontou a conjuntura económica nacional, que diz afetar o poder de compra das famílias e a escassez de manuais escolares, situação associada à implementação do novo currículo promovido pelo Ministério da Educação.
O responsável sublinhou que o sucesso educativo depende da colaboração entre a escola e as famílias, destacando a importância da Associação de Pais no fortalecimento dessa parceria.
Sobre os preparativos para o próximo ano lectivo, Estevão Pereira disse que já definiu o calendário escolar e prevê iniciar, na próxima semana, a revisão dos horários dos professores.
Acrescentou que antes do arranque das aulas será igualmente realizada uma ação de reforço de capacidades destinada aos docentes, com especial incidência na área das Ciências, onde foram identificadas maiores dificuldades.
Em relação ao aproveitamento por género, Estevão Lucas Pereira indicou que as raparigas obtiveram melhores resultados, com 366 aprovações, contra 353 registadas entre os rapazes.
O diretor-geral acrescentou ainda que as alunas se destacam igualmente na participação nas atividades promovidas pela escola e disse que o acompanhamento dos filhos deve estender-se, para além da frequência das aulas, ao apoio na realização das tarefas escolares em casa.
Explicou que essa tendência de supremacia feminina se altera a partir do segundo ciclo do ensino básico, em que os alunos do sexo masculino passam a apresentar melhor desempenho académico em relação as raparigas.
Segundo o diretor, essa mudança está relacionada com os desafios próprios da adolescência, fase que considera essencial um acompanhamento mais próximo por parte dos pais e encarregados de educação.
ANG/LPG/ÂC//SG