Marrocos/ “A questão do Saara marroquino chegou a um ponto de virada histórico”, diz Ministro das Relações Exteriores de Marrocos
(ANG) – O Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser Bourita, declarou na noite de terça-feira perante a Assembleia Geral da ONU que a questão do Saara marroquino atingiu um ponto de virada histórico graças ao impulso gerado pelo Rei Mohammed VI.
Essa dinâmica foi marcada pela adoção da resolução 2797 do Conselho de Segurança em Outubro de 2025, destacou o Sr. Bourita, acrescentando que, desde então, essa disputa regional entrou em um caminho irreversível de ruptura com o passado e projeção para o futuro, com vistas à sua resolução definitiva.
Este caminho baseia-se em princípios e parâmetros que não se prestam à interpretação ou à leitura “nas entrelinhas” ou nas suas margens – como alguns tentam em vão convencer-se, numa negação flagrante da realidade e numa cegueira total para com uma verdade estabelecida, argumentou o ministro num discurso proferido em nome de Marrocos.
Ele especificou que esses princípios são os seguintes:
“Em primeiro lugar, não existe solução fora do âmbito da autonomia sob a soberania marroquina.
Em segundo lugar, não existe outra abordagem ou mecanismo fora do processo de negociação política conduzido sob os auspícios das Nações Unidas e baseado exclusivamente na iniciativa de autonomia.
Terceiro, não há discussão ou disputa quanto à responsabilidade e às obrigações das quatro partes, conforme claramente definido pela resolução 2797 do Conselho de Segurança.
Em quarto lugar, não pode haver manutenção do status quo, preferido pelas outras partes, visto que o processo de solução política já está em andamento.
Quinto, não se pode dar credibilidade a interlocutores que violam o cessar-fogo e se recusam a respeitar as resoluções do Conselho de Segurança.
Sexto, não será demonstrada qualquer tolerância para com a contínua tomada de reféns das populações dos campos (de Tindouf) durante meio século, em flagrante violação do direito internacional e do direito internacional humanitário. ANG/Faapa