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Conflito Médio Oriente/Primeiro-Ministro diz que Governo vai acionar medidas para evitar “maiores impactos” na população  

Conflito Médio Oriente/Primeiro-Ministro diz que Governo vai acionar medidas para evitar “maiores impactos” na população  

(ANG) – O Primeiro‑ministro de Transição  Ilídio Vieira Té, anunciou , quarta‑feira, que o Executivo  está a acionar todos os mecanismos ao seu alcance para evitar maiores impactos sobre a população, decorrentes da subida dos preços dos combustíveis e  seus derivados e dos produtos de primeira necessidade, em consequência do conflito no médio Oriente que  envolve os Estados Unidos da América, Israel e o Irão.

“Neste momento, regista‑se um aumento de 10 cêntimos no preço dos combustíveis em Portugal, mas, na Guiné‑Bissau, os preços mantêm‑se. É preciso fazer tudo o que for necessário para minimizar os impactos na vida da população”, afirmou.

Ilídio Vieira Té falava aos jornalistas à margem da Jornada de Divulgação das Contas Externas de 2024, promovida pelo Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), realizada num dos hotéis da capital, Bissau.

Segundo o Chefe do Governo, o atual conflito está a preocupar a comunidade internacional, razão pela qual o Executivo, em concertação com os operadores do setor dos combustíveis, considerado um dos mais sensíveis, está a estudar mecanismos que permitam encontrar soluções adequadas para proteger o mercado interno.

Questionado sobre a existência de reservas suficientes de combustível no país, o Primeiro‑ministro disse que as autoridades nacionais estão a trabalhar com os operadores do setor para avaliar se o país dispõe de stock capaz de cobrir um período de dois a três meses.

Anunciou ainda que nesta quinta‑feira,  chegará ao país uma nova remessa de combustível destinada a reforçar as reservas nacionais, o que poderá permitir ao Governo ganhar margem para procurar soluções sustentáveis.

Instado a pronunciar‑se sobre a campanha de comercialização da castanha de caju, Ilídio Vieira Té reconheceu que o país atravessa um momento de indefinição, devido às incertezas quanto às consequências do atual conflito internacional.

Ainda assim, garantiu que a abertura da campanha será realizada em breve, seguindo‑se uma avaliação contínua da evolução da situação, com vista a criação de alternativas de comercialização noutros mercados interessados neste produto estratégico nacional.

“Vamos realizar uma reunião de concertação social, onde serão abordadas as questões dos combustíveis e dos produtos de primeira necessidade, com o objetivo de encontrar soluções. O Governo está preocupado com a situação atual e vai trabalhar arduamente para evitar aumentos repentinos de preços, que podem gerar pânico  na população guineense”, sublinhou. ANG/O Democrata

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