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Grupo de Reflexão apela aos veteranos do PAIGC para liderarem Plataforma de diálogo e reconciliação interna no partido

Grupo de Reflexão apela aos veteranos do PAIGC para liderarem Plataforma de diálogo e reconciliação interna no partido

(ANG) – O Grupo de Reflexão, constituído por  dirigentes, membros do Comité Central e do Bureau Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), apelou ao reforço do diálogo interno no partido.

O Grupo instou ainda os veteranos a assumirem a iniciativa de uma Plataforma de Diálogo e Reconciliação, com vista ao fortalecimento da unidade no seio do partido libertador.

O apelo foi lançado no sábado,  numa conferência de imprensa realizada numa unidade hoteleira de Bissau, dirigida  pelo porta‑voz do grupo, Carlos Pinto Pereira (Caía).

No encontro estiveram presentes João Bernardo Vieira, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades; Carlos Nelson Sano, ministro da Administração Pública e Poder Local; Mário Musante, ministro da Energia; e o presidente do Conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário (IMP), Igualdino Afonso Té.

Na ocasião, Pinto Pereira disse que o PAIGC não deve continuar a ser enfraquecido por políticas de segregação, expulsão ou afastamento de militantes e dirigentes, sublinhando que este tipo de práticas não representa uma solução para o partido.

Segundo Carlos Pinto Pereira, a criação de um espaço de diálogo interno permitirá promover a união entre os militantes e facilitar a reintegração de antigos dirigentes, tornando o partido mais forte, coeso e capaz de conduzir os destinos do país.

O grupo exortou ainda a direção do PAIGC a iniciar, com a maior brevidade possível, os trabalhos preparatórios para a realização do congresso, de modo a prevenir eventuais anomalias no processo interno.

“Qualquer tentativa de criar irregularidades no seio do partido antes das eleições encontrará uma oposição firme por parte dos seus membros”, alertou o grupo, pela voz do seu porta‑voz.

Para o Grupo de Reflexão, o congresso deve ser organizado o mais rapidamente possível, tendo em conta que as autoridades já agendaram as eleições gerais para o mês de dezembro.

“Temos eleições em Dezembro e não podemos esperar até Novembro para realizar o congresso, até porque subsiste a questão dos prazos para o depósito das candidaturas”, advertiu.

O também ministro da Justiça e dos Direitos Humanos no governo de transição defendeu que o congresso do PAIGC, inicialmente previsto para novembro, seja antecipado, de forma a evitar que o partido fique impedido de participar nas eleições gerais deste ano.

Por sua vez, João Bernardo Vieira, antigo porta‑voz do PAIGC, e ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, afirmou que o compromisso do grupo não é com pessoas, mas com os princípios e valores do partido. Acrescentou que não permitirão que o PAIGC “morra”, assegurando que continuarão a lutar pela renovação dos órgãos do partido. ANG/O Democrata

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