São Tomé e Príncipe/Elsa Pinto avança com pré-candidatura presidencial e apela à mobilização do MLSTP
(ANG) – A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Elsa Pinto, anunciou a sua pré-candidatura às eleições presidenciais marcadas para Julho, defendendo que o MLSTP deve assumir a responsabilidade histórica de participar no escrutínio.
A dirigente política sublinha a necessidade de melhorar as condições de vida da população e admite que a eleição de uma mulher para a Presidência poderia representar um sinal de renovação democrática no país.
A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe Elsa Pinto anunciou esta terça-feira, 10 de Maçro, em São Tomé, a sua pré-candidatura às eleições presidenciais previstas para Julho, defendendo que o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) não deve abdicar de ter representação na corrida ao mais alto cargo do Estado.
Falando numa conferência de imprensa, Elsa Pinto sustentou que o partido histórico da independência tem responsabilidades políticas e institucionais que não podem ser ignoradas no momento em que o país se prepara para escolher um novo Presidente da República.
Segundo a dirigente, cabe aos órgãos do MLSTP definir o processo interno de escolha e apoio a um candidato. A antiga ministra defendeu que a comissão política deve reunir os potenciais concorrentes e apresentar ao conselho nacional uma proposta que permita assegurar a presença do partido no acto eleitoral.
Elsa Pinto afirmou ainda que aceita submeter a sua disponibilidade à decisão das estruturas partidárias. “Sou pré-candidata e respeitarei a vontade do meu partido”, declarou, sublinhando que a prioridade deve ser garantir a representatividade política do MLSTP nas eleições.
A antiga governante recordou o percurso que construiu em diferentes áreas do executivo; assumiu responsabilidades nos sectores da administração pública, assuntos parlamentares, defesa, justiça e negócios estrangeiros. Garantiu ter uma “vontade profunda de contribuir” para o futuro do país e para a melhoria das condições de vida da população.
A eventual eleição de uma mulher para a chefia do Estado foi destacada por Elsa Pinto como um sinal político relevante. Um cenário poderia representar uma mudança simbólica e prática na forma como o poder é exercido no arquipélago, reforçando o papel da liderança feminina em África e no espaço lusófono.
A dirigente lembrou que organizações internacionais, como as Nações Unidas e a União Africana, têm incentivado a promoção de mulheres em posições de liderança política. Países como a Namíbia ou a Tanzânia, acrescentou, já deram esse passo, pelo que São Tomé e Príncipe poderia igualmente afirmar-se nesse caminho.
Elsa Pinto é a segunda pessoa a manifestar intenção de concorrer às presidenciais. O primeiro anúncio partiu do advogado Miques João, que apresentou a sua candidatura no final de Fevereiro, defendendo um combate firme à corrupção e criticando aquilo que considera ser a degradação dos ideais que marcaram a independência do país.ANG/RFI