Segurança Rodoviária dá sinais de agravamento com registo de 111 mortos em 2025
(ANG) – O Presidente da Comissão Instaladora da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Vençã Gomes Na Luak revelou que, em 2025, foram registadas 111 mortes, 342 feridos graves e 532 feridos ligeiros, resultantes de acidentes de viação no país.
Em entrevita,quarta-feira à Rádio Jovem, Vençã Gomes Na Luak sublinhou que a situação de sinistralidade rodoviária na Guiné-Bissau continua a deteriorar-se, atingindo níveis preocupantes .
“Dados recentes apontam para um aumento significativo, tanto no número de acidentes como de vítimas, colocando em risco a segurança pública e a integridade física dos cidadãos”, salientou..
Segundo a Rádio Jovem dados oficiais da instituição, de 2024 revelam que foram registados 715 acidentes, dos quais resultaram 98 mortos, 278 feridos graves e 524 feridos ligeiros.
“Os dados oficiais demonstram uma evolução gritante da sinistralidade rodoviária no país, com aumento do número de vítimas mortais e feridos, o que reforça a necessidade urgente de medidas eficazes para travar esta tendência preocupante”, sublinhou o responsável.
As principais causas apontadas pelo responsável estão relacionadas com o fator humano, com destaque para o excesso de velocidade, o uso do telemóvel durante a condução, realização de manobras perigosas e também problemas estruturais, como o mau estado das estradas, falta de iluminação e de sinalização adequada, bem como deficiências mecânicas nos veículos, incluindo pneus desgastados, travões em más condições e sobrecarga.
Embora o responsável da instituição afirmara que o consumo de álcool seja reconhecido como um fator de risco, a ausência de meios técnicos eficazes de fiscalização dificulta a avaliação precisa do seu impacto nos acidentes rodoviários.
Perante o cenário, Vença Gomes Na Luak apelou aos condutores para o cumprimento rigoroso do Código da Estrada e à adoção de comportamentos responsáveis, defendendo ainda o reforço da fiscalização e a melhoria das infraestruturas rodoviárias como medidas essenciais para reduzir a sinistralidade e proteger vidas na Guiné-Bissau. ANG/Rádio Jovem