Infraestruturas rodoviárias/Primeiro-ministro diz que estão no Governo para melhorar a mobilidade urbana e devolver a dignidade pública à Bissau
(ANG) – O Primeiro-ministro disse hoje que não estão no Governo para adiar soluções, mas sim trabalhar, construir infraestruturas, melhorar a mobilidade urbana e devolver a dignidade e o “status quo” público que pertencem à todos.
Ilídio Vieira Té proferiu estas palavras na cerimónia de inauguração parcial das vias urbanas, parte de lote 3, que engloba Avenida Domingos Ramos e suas ruas transversais.
Na ocasião, Vieira Té disse que este Governo assumiu um compromisso com o povo da Guiné-Bissau, que passa por transformar palavras em ações e projetos concretos.
Té frisou que durante muitos anos acreditava-se que o desenvolvimento da Guiné-Bissau dependia, exclusivamente, da ajuda externa, mas que hoje a inauguração dessas vias demonstra, precisamente, o contrário, uma vez que as obras foram, inteiramente, financiadas pelo tesouro público guineense.
Segundo o governante, isto representa a soberania financeira e sobretudo a responsabilidade na gestão dos recursos públicos e a confiança do país de investir no seu próprio desenvolvimento.
Para Vieira Té melhorar os acessos de Bissau, significa fortalecer a economia, facilitar a circulação das pessoas e mercadorias.
O Primeiro-ministro garantiu que o Executivo vai continuar nas áreas de saúde, educação, energia, água e infraestruturas rodoviárias, lançando bases sólidas para um desenvolvimento sustentável em todo o território nacional.
Té pediu um bom uso por parte das populações das vias reabertas para circulação pública , com sentido de responsabilidade para que este património seja preservado e valorizado.
Segundo o ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, José Carlos Esteves, o projeto contempla quatro lotes, as três primeiras ruas concluídas correspondem as ruas transversais à Avenida Domingos Ramos e à zona chamada de Bissau Velho, da Avenida Amílcar Cabral.
“A reabilitação destas vias responde à necessidade concreta da Cidade de Bissau. Em primeiro lugar, melhorar significativamente a aceitabilidade urbana, uma vez que ao recuperar estes arruamentos, criam-se alternativas de circulação que permitem distribuir melhor o tráfico e reduzir a pressão sobre algumas das principais vias rodoviárias da nossa capital”, disse Esteves.
A intervenção, diz o governante, permitiu recuperar os sistemas de drenagens devolvendo-os capacidades para um melhor escoamento das águas fluviais e redução dos impactos das inundações que durante anos afectaram esta zona da cidade.
O Governante acrescentou que foram reabilitados os passeios, a arborização e reforçada a sinalização rodoviária proporcionando melhores condições de circulação para peões e automobilistas, tornando essas vias mais seguras e confortáveis para todos.
Segundo diz, as obras públicas não consistem apenas em construir novas infraestruturas, mas também em preservar, recuperar e modernizar aquilo que já existe, melhorar os serviços prestados às populações e assegurar que os recursos do Estado são aplicados de forma eficiente e responsável.
“Em nome da nossa empresa, agradecemos ao Governo da Guiné-Bissau pela confiança depositada em nós para executar este grande projecto. O caminho não foi fácil, uma vez que enfrentamos desafios técnicos, logísticas e situações inesperadas. Por isso este momento tem um significado tão especial “,disse o proprietário da empresa executora da obra, Santiago Hanna.
Segundo ele, quando o setor público e privado trabalham, lado a lado, o resultado aparece.
Santiago disse que o compromisso da sua empresa com a Guiné-Bissau não começou com esta obra, e que certamente não termina hoje.
Disse que acredita , profundamente, no potencial do país, no seu povo, em sua estabilidade, seu crescimento e no enorme futuro que tem para frente.
“Por isso continuamos a investir e criar emprego, desenvolver novos projectos nas áreas de infraestruturas, indústria, turismo e outros sectores estratégicos uma vez que o desenvolvimento sustentável só pode ser alcançado através de trabalho conjunto”, disse Santiago Hanna. ANG/MSC/ÂC//SG