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Otan/ Trump se diz ‘muito irritado’ com aliados europeus e volta a fazer pressão pela Groenlândia

Otan/ Trump se diz ‘muito irritado’ com aliados europeus e volta a fazer pressão pela Groenlândia

(ANG) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta quarta-feira (8) seu descontentamento com seus aliados da Otan, com quem se disse “muito irritado”.

A declaração foi dada no último dia da cúpula da aliança militar, em Ancara, capital da Turquia. Na ocasião, o líder norte-americano se queixou, entre outras coisas, da postura dos aliados em relação ao Irã, à Groenlândia e à Espanha.

Reiterando críticas já feitas diversas vezes, Trump fez inúmeras reclamações, sentado ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que havia tentado, algumas horas antes, tranquilizar os aliados preocupados com o compromisso norte-americano com a organização.

“Estou muito irritado com a Otan (…) Não estou satisfeito por causa do que fizeram com a Groenlândia, e não estou satisfeito porque não quiseram nos ajudar contra o principal patrocinador estatal do terrorismo, ou seja, o Irã”, declarou.

Na mesma ocasião, o presidente dos EUA afirmou que o cessar-fogo com o Irã ”acabou”, após a retomada de intensos ataques entre os dois lados.

Desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de Fevereiro, Donald Trump tem criticado repetidamente seus aliados ocidentais por se distanciarem do conflito.

O presidente dos EUA também expressou sua frustração por não ter conseguido anexar a Groenlândia, que considera um “grande problema”. Segundo Trump, “a Groenlândia é muito importante para os Estados Unidos, mas não para a Dinamarca”.

Em resposta à pressão do republicano, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reiterou que “a Groenlândia obviamente não está à venda”.

Em relação à Ucrânia, Trump participa de uma reunião com Volodymyr Zelensky durante a cúpula da Otan na Turquia. “Acho que ambos querem chegar a um acordo”, disse o presidente ucraniano na véspera, repetindo o que já havia dito anteriormente.

Na ausência de sinais concretos neste sentido, os europeus querem reafirmar seu compromisso com Kiev. Eles se comprometem, juntamente com o Canadá, a fornecer € 70 bilhões em ajuda militar à Ucrânia em 2026 e 2027.

Horas antes do encontro entre Trump e Zelensky, novos ataques russos contra a Ucrânia deixaram pelo menos sete mortos na madrugada desta quarta-feira (7).

Pouco depois da meia-noite, uma primeira grande explosão foi registada em Kiev, antes do acionamento das sirenes de alerta aéreo, uma falha incomum no sistema que deixou os moradores preocupados.

Entre as diversas declarações, Donald Trump também mirou seu arsenal de queixas contra outro velho conhecido. O presidente dos Estados Unidos criticou duramente a Espanha, e ameaçou deixar de fazer negócios com o país, acusando novamente Madri de não contribuir para os gastos de defesa da Otan. “A Espanha é uma causa perdida. Não queremos mais relações comerciais com eles”, disse Trump. “Não participam, não pagam”, acrescentou.

Na cúpula da Otan em Haia no ano passado, o país europeu foi o único que não assumiu o compromisso comum de elevar os gastos em defesa para 5% do PIB nacional até 2035, adotado sob pressão de Washington. Desde então, o republicano critica a Espanha e ameaça adotar medidas de retaliação comercial.

Uma fonte do governo espanhol, liderado pelo primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, disse que o país recebe “com tranquilidade e normalidade” as críticas de Trump. ANG/RFI/AFP

 

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