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Regiões/”Estudos sobre Situação das Mulheres apresentam indicadores preocupantes”, diz  Coordenadora da AMPROCS

Regiões/”Estudos sobre Situação das Mulheres apresentam indicadores preocupantes”, diz  Coordenadora da AMPROCS

(ANG) – A Coordenadora da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social (AMPROCS), qualificou de “preocupantes”, os dados apresentados no Estudo sobre Situação das Mulheres na Guiné-Bissau.

De acordo com o Correspondente da ANG na região de Quinara, sul do país, Paula Melo falava , segunda-feira, no sector Buba, na apresentação de resultados do inquérito sobre a situação das mulheres na Guiné-Bissau, no  quadro do Projeto Observatório das Mulheres.

Na ocasião, aquela responsável destacou diversas preocupações relacionadas com a realidade das mulheres no país.

“A situação das mulheres continua a apresentar indicadores preocupantes em vários aspetos, nomeadamente na saúde, educação, ambiente, habitação, acesso à justiça e violência baseada no género”, salientou.

Paula Melo disse que as mulheres continuam a enfrentar múltiplos desafios, incluindo violência doméstica, mutilação genital feminina (MGF), restrições nas atividades económicas e riscos associados à desintegração familiar

Disse. que as mudanças climáticas têm impacto direto na vida das mulheres, agravando dificuldades como o acesso à alimentação, à educação dos filhos e às condições financeiras.

No plano político, denunciou a persistência de discriminação contra as mulheres, sobretudo na constituição de listas de candidatura à cargos de deputados e no acesso á posições de decisão.

Segundo afirmou, muitas mulheres são excluídas ou colocadas em posições não elegíveis, ficando afastadas dos altos cargos do país, especialmente no governo.

Disse que, apesar dos esforços de organizações da sociedade civil, que propuseram uma lei de paridade com 40 por cento de representação feminina, o parlamento acabou por aprovar uma percentagem de 36 porcento.

“Ainda assim,  as mulheres continuam sub-representadas”, disse Paula Melo, jprnalista  profissão.

A coordenadora de AMPROCS defendeu que as mulheres devem ocupar cargos de maior responsabilidade, incluindo a Presidência da República, argumentando que, ao longo de mais de 50 anos de governação, os homens não conseguiram responder adequadamente aos desafios do país.

Para concluir, a ativista destacou a necessidade urgente de ouvir as mulheres e responder de forma eficaz às suas preocupações.

O projeto Observatório das Mulheres é promovido pela Casa dos Direitos, em parceria com várias organizações, nomeadamente LGDH, AMPROCS, MIDJILAN e ACEP. No âmbito deste estudo, foi também publicado um livro sobre a situação das mulheres na Guiné-Bissau.

A apresentação do relatório contou com a participação de mulheres e meninas da Região de Quinará, que manifestaram preocupações sobre  a fraca produção de caju, a persistência da mutilação genital feminina e a elevada taxa de gravidez precoce, que dizem ser fatores que contribuem para o abandono escolar.

Entre as recomendações deixadas pelas participantes, destaca-se a necessidade de maior representação feminina no parlamento e no governo, de forma a garantir que as vozes das mulheres sejam ouvidas. ANG/RC/JD/ÂC//SG

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