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”É mentira associar-me aos eventos de 01 de Fevereiro”, diz Braima Camará

”É mentira associar-me aos eventos de 01 de Fevereiro”, diz Braima Camará

(ANG) – O coordenador do Movimento para Alternância Democrática Madem G15, Braima Camará afirmou que  é mentira associar-lhe aos eventos de 01 de fevereiro, frisando que nunca tratou com os miliares.

“Nunca me tratei com os militares, nem sequer vou às casas de militares. Há militares com os quais tratamo-nos como irmãos, apenas neste fórum.  Se estivesse envolvido nesse caso, porque só agora resolveram associar-me a este caso”, disse Braima Camará, em declarações à imprensa, na segunda-feira, à saída de um encontro com o ministro do Interior e da Ordem Pública, Botche Candé, na qual se abordou a situação dos dirigentes do  partido, que diz estarem a ser perseguidos pelas autoridades policiais.

O coordenador do Madem G15 sublinhou que fez a campanha das eleições legislativas, percorreu todo o país e os guineenses ouviram o seu discurso tendo questionado o porquê só agora é que alguém decidiu associar o seu  nome ao caso da tentativa de golpe de Estado.

“Porque alguém tem alguma estratégia de eliminação física do Braima Camará”, diz.

O Coordenador Nacional do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G 15), revelou que está a ser acusado de ser o primeiro responsável pela alegada tentativa de golpe de Estado, ocorrida a 01 de Fevereiro de 2022, razão pela qual , diz, está a ser perseguido .

“Eu não sou um homem violento e o povo guineense conhece-me. Quero aproveitar esta ocasião para deixar um pedido. Se houver um militar, guineense ou estrangeiro, branco ou preto, dentro e fora ou civis que tenham informações do meu envolvimento ou se algum dia perpetuei atos de violência, que apareça e faça denuncia, publicamente”, salientou.

Aquele político disse que no dia 01 de fevereiro estava em Toulouse (França).

A alegada tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro foi perpetrada por um grupo de homens armados que atacaram o Palácio do Governo, onde se encontrava o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, a presidir uma reunião do Conselho de Ministros.

 O caso levou à prisão  cerca de 40 militares e civis. De entre os presos, estão o antigo Chefe de Estado-maior da Armada, o Contra-almirante José Américo Bubu Na Tchuto, o ex-Chefe de Quadros do Estado-Maior General das Forças Armadas, o Brigadeiro-general Júlio Nhaté, e o Comandante Adjunto da Brigada Mecanizada,o Tenente Coronel, Júlio Mam M’Bali.

Segundo fontes partidárias, um grupo de dirigentes do MADEM-G 15 está a monte e receia que seja detido pelas forças de segurança, por alegada  organização de  manifestações políticas e  denúncias contra  um determinado político que apresentou queixas contra elelementos do grupo.

Braima Camará disse que o ministro do Interior e da Ordem Pública deu orientações aos elementos do seu gabinete para pôr cobro à situação, tendo avançado que os dirigentes notificados deverão ir ao Ministério do Interior e da Ordem Pública acompanhados dos seus advogados para prestar  declarações.

O coordenador do MADEM G15 ainda criticou que as autoridades tenham proibido reuniões e manifestações políticas de um determinado grupo e deixado outros promoverem manifestações políticas por todo o país.ANG/ÂC//SG

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