Escassez de arroz/Secretário-Geral da Acobes afirma que o problema será ultrapasado em breve
(ANG) -O Secretário–Geral da Associação Nacional dos Consumidores Bens e Serviços (Acobes), afirmou hoje que o problema da escassez do arroz no mercado nacional pode ser ultrapassado ainda nesta terça-feira.
Bambo Sanha deu estas garantias numa entrevista à ANG sobre a falta desse produto mais consumido pelos guineenses, salientando que confirmaram esta realidade segunda-feira com uma das empresas importadora denominada de ADG Comercial que deu garantia que muitos comerciantes já facturaram para aquisição do arroz para o abastecimento no mercado.
Este responsavél disse que a crise do arroz no mercado foi causada pela demora de atracagem do barco no porto de Bissau, situação que prevalece desde o mês de maio.
“Esta longa espera acarreta o custo adicional ao importador e nós da Acobes fizemos denúncias para alertar as autoridades nacionais a darem prioridade de descarga dos produtos da primeira necessidade sobretudo o arroz”, salientou Bambo Sanha.
Disse que, em função da demora do barco para atracar e descarregar o arroz ,fez com que as despesas aumentaram uma vez que cada dia os importadores pagam a estadia do navio no porto.
“No final da descarga as empresas importadores emitiram um documento ao Governo no sentido de ser compensado despesas adicionais para poder manter o preço do arroz o que levou um tempo criando a roptura deste produto no mercado”,explicou.
Isso segundo Sanha, levou certos comerciantes a especularem o preço do arroz sobretudo o do tipo perfumado “grosso” que chegou a ser vendida até 27 mil francos CFA em vez de 24 mil francos.
“Por isso segundo ele, deve-se mudar a política do porto de Bissau em relação a descarga dos produtos da primeira necessidade uma vez que tem um impacto muito grande no mercado nacional, produzindo um resultado muito negativo a nível dos consumidores.
Sanha aconselhou o governo a mudar a sua politica no sector da produção agricola, acrescentando que o país não pode continuar a depender quase totalmente do exterior no que concerne a este produto, uma vez que o país tem tudo para produzir internamente através de uma agricultura mecanizada, bem como aumentar a capacidade do porto para poder receber mais navios ao mesmo tempo tornando-o mais competitivo.
Bambo Sanha mostrou-se preocupado em relação aos produtos congelados importados, nomeadamente frangos, devido as notícias que circulam no Brasil de que existe problema da doença das aves no sul do Brasil e uma vez que a Guiné-Bissau importa estes produtos daquele país.
“Por isso alertamos aos consumidores guineenses a terem muito cuidado com produtos que circulam nos mercados sobretudo os congelados devido a esta doença porque o Brasil já interditou a exportação destes produtos em 44 países, por isso chamamos atenção as autoridades competentes nesse sentido “, avisou Bambo Sanha.
Sanha pediu que seja estancada a saída neste momento destes produtos nas Alfândegas enquanto esta a ser feito o trabalho de levantamento e pesquisa para descobrir a origem e estado destes produtos congelados.ANG/MSC/ÂC