Grupo Santy Comercial move queixa crime contra Acobes
(ANG) -O advogado do Grupo Santy Comercial, Rivaldo Cá disse domingo, em conferência de imprensa, que a instituição vai apresentar esta segunda-feira ao tribunal uma queixa-crime contra o Secretário-Geral da Associação dos Consumidores Bens e Serviços (Acobes), Bambo Sanhá por , “calúnia e difamação” contra a empresa.
Em causa estão alegadas denúncias de Bambo Sanhá de que o hotel Ceiba, do grupo Santy Comercial tem usado produtos fora de prazo de validade, e que os seus responsáveis terão impedido a inspeção desses produtos por agentes de inspeção dos ministérios do Comércio, de Turismo e da Saúde Pública.
O advogado nega que essas denúncias sejam verdades.
“Nas suas denúncias que tem vindo a ser constantes ao longo dos anos, disse que o hotel Ceiba tinha produtos fora de prazo a comercializar dentro das suas instalações casos de café, sumo, óleo alimentar entre outros, mas não citou as marcas e durante a sua denúncia nem lembrou que o Hotel Ceiba é uma unidade hoteleira que fornece serviços de restauração e não vende produtos quer a grosso ou a retalho”, disse Rivaldo Cá.
Cá disse que os inspetores foram recebidos e inclusive visitaram o stock dos produtos referidos.
Rivaldo acrescentou que após a inspeção foram surpreendidos pelas pessoas do Acobes acompanhados da Polícia Judiciaria, alegando que foram fiscalizar todo o hotel e a administração do hotel achou que aquele comportamento podia aterrorizar os clientes.
Disse que mesmo assim a administração do hotel permitiu que a vistoria seja feita mediante a apresentação de um Mandado Judicial que vai lhes permitir fazer a busca desde às 7 horas de manhã até as 19 horas da noite “, explicou.
Cá disse que sem mandato, a Polícia Judiciária abandonou o local, reclamando que o Grupo Santy não tem poderes para impedir as autoridades de fazerem o seu trabalho.
Rivaldo questiona o comportamento do líder da Acobes durante anos em relação ao Grupo Santy, e diz que tem um único objetivo: retirar ao Grupo a liderança no mercado comercial guineense.
O advogado Cá diz que o trabalho que estão a levar a cabo na Guiné-Bissau é para o bem do país, dando exemplo da, entre outras obras, a reconstrução da cidade de Bissau.
Segundo Cá o Grupo já investiu cerca de 180 milhões de euros no país, criando empregos para os guineenses.
Na semana passada em declarações aos Jornalistas, o secretário geral da Associação dos Consumidores acusou o Hotel Ceiba de estar a usar produtos fora de prazo nos seus serviços e ainda de dificultar os trabalhos dos inspetores nas suas instalações. ANG/MSC/ÂC//SG