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RDC/Conselho Segurança da ONU aplica sanções a líderes de grupos armados

RDC/Conselho Segurança da ONU aplica sanções a líderes de grupos armados

(ANG) – O Conselho de Segurança da ONU decidiu,  terça-feira, aplicar sanções a seis líderes de grupos armados que operam no leste da República Democrática do Congo, país da África central.

Nas últimas semanas, a população do leste da República Democrática do Congo viu-se confrontada com um intensificar dos confrontos nesta região do país. Por um lado, está o grupo rebelde M23, que se suspeita que seja apoiado pelo vizinho Ruanda. Do outro, o exército oficial da RDC.

Esta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU decidiu aplicar sanções a seis líderes de grupos armados que operam no país. As sanções contemplam, por exemplo, o congelamento de bens ou até mesmo proibição de viajar.

Entre os visados está Willy Ngoma, porta-voz do M23, que se torna o quinto líder deste grupo a ser sancionado pelas Nações Unidas. Na lista está ainda, por exemplo, o nome de Apollinaire Hakizimana, das Forças Democráticas pela Libertação do Ruanda.

Estes membros sancionados são acusados de serem o cérebro ou até mesmo de terem cometido eles próprios atos que constituem “violações dos direitos humanos ou do direito humanitário internacional“, de acordo com as Nações Unidas.

Apesar das sanções aplicadas, peritos e estudiosos internacionais consideram que estas sanções não terão grande impacto na vida destes líderes.

França apelou, esta terça-feira, ao Ruanda para “cessar todo o apoio ao M23” e pediu a Kigali que “se retire do território congolês“. 

É importante não esquecer que só recentemente é que Paris conseguiu retomar relações diplomáticas serenas com Kigali. Este braço-de-ferro deveu-se à postura francesa durante o genocídio no Ruanda.

Ainda assim, Paris aponta agora, pela primeira vez, o dedo a Kigali, no que diz respeito à instabilidade no leste da República Democrática do Congo.

Apesar disso, França não coloca, para já em cima da mesa, a opção de aplicar sanções contra o Ruanda, segundo Christophe Lemoine, um dos porta-vozes do Ministério dos Negócios Estrangeiros de França. ANG/RFI

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