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Sociedade/Populares  de Lugadjol no setor de Boé, se identificam mais como cidadãos da  vizinha Guiné-Conacri, devido ao “isolamento total” em que se encontram

Sociedade/Populares  de Lugadjol no setor de Boé, se identificam mais como cidadãos da  vizinha Guiné-Conacri, devido ao “isolamento total” em que se encontram

(ANG) – Os populares de Lugadjol, região de Gabú,  Leste da Guiné-Bissau, sentem-se mais identificados como naturais da vizinha Guiné-Conacri, devido a situação de isolamento  à que são votados, por parte do Estado  da Guiné-Bissau.

A  afirmação é do  repórter do Jornal Nô Pintcha, Fulgêncio Mendes Borges  que esteve em Boé  nas celebrações dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau, cujo ato central foi realizado na secção de Lugadjol, sector de Madina Boé.

Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné(ANG)Mendes Borges testemunhou que os populares daquele localidade estão a viver  “profunda situação de isolamento”, fato que, no seu ponto de vista, fez com  que os mesmos se sentissem mais identificados  como povo da Guiné Conacri,  uma vez que  segundo diz ,  dependem do país vizinho para a comercialização dos seus produtos e para aquisição de vários outros, para além de várias outras tarefas que ali fazem.

Fulgêncio sustentou que, pelo que constatou no terreno, os populares locais se deparam com enormes dificuldades em termos de evacuação dos seus produtos para a Guiné-Bissau por motivos relacionados a falta de transportes, más  condições das estradas , razão pela qual aproveitam evacuá-los, por via mais fácil, que é  a Guiné-Conacri.

“Em Lugadjol, os populares conseguem água através das lagoas. Praticamente só beneficiam de serviços de Estado da Guiné-Bissau em dois setores, nomeadamente  saúde e educação. Mas estes serviços também são escassos para o povo. Existem casos em que as crianças  percorrem 24 quilómetros por dia para aprender ou seja, 12 quilómetros de ida e 12 de regresso, por  falta de meios de  transporte”, disse.

Mendes Borges revelou ainda que, em termos de educação, naquela localidade só existem escolas com os níveis de escolaridade de primeira à quarta classe, mas  que apenas existe  um professor para ensinar  todos esses  níveis.

“Na área de saúde têm apenas uma enferme
ira com o seu auxiliar que ocupam dos diferentes serviços que oferecem, e que não são insuficientes para suprir a demanda”, diz o Jornalista do Jornal Nô Pintcha.

Acrescentou  que os populares se deparam igualmente com  dificuldades de comunicações por via de telefones móveis, o que lhes obriga a recorrer a  rede móvel da vizinha Guiné Conacri. Disse que para comunicar com as pessoas de Bissau, os populares são obrigados a percorrer até Beli, ou seja,  uma distância de 12 quilómetros, com a finalidade de alcançar a rede “não estável”, ou melhor rede que pode ser encontrada em certas localidades para suas comunicações.

Questionado como a população de Madina Boé recebera os discursos proferidos nas celebrações do 24 de Setembro e que refletiram preocupações sobre as dificuldades de sobrevivência em Boé, o jornalista do Nô Pintcha respondeu que o povo daquela localidade recebeu com entusiasmo e alguma esperança, os discursos e promessas dos diferentes atores políticos, durante a celebração de 50 anos de independência. “Na realidade, vê-se a satisfação e esperança nos rostos dos populares, bastante satisfeitos com a iniciativa” disse Borges em entrevista à ANG.

Madina Boé, o berço da proclamação da independência nacional, é a zona mais montanhosa da Guiné-Bissau e se situa a mais de 300 quilómetros de Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG

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