Ministério lança projeto de Elaboração do Sétimo Relatório Nacional de Biodiversidade
(ANG) – O Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática promoveu hoje em Bissau um ateliê de lançamento oficial do projeto de Elaboração do Sétimo Relatório Nacional sobre a Biodiversidade.
A Nova Estratégia e Plano de Acção Nacional da Biodiversidade é um mecanismo de financiamento da Biodiversidade para a Guiné-Bissau.
Na ocasião, o ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática, Viriato Luís Soares Cassamá disse que, o projeto representa o compromisso nacional e internacional de conservar a biodieversidade, que diz, “deve ser preservado para sustentar as gerações presentes e vindouras”.
Aquele responsável realçou que a Guiné-Bissau é um país abençoado por uma riqueza natural extraordinária, com mangais imponentes, que estão entre os mais vastos e produtivos da África Ocidental.
Adiantou que as florestas abertas e de galerias, as savanas e as ricas águas costeiras sustentam a biodiversidade e são a base da economia, da cultura, da segurança alimentar e da própria população.
Disse que, reconhecendo a referida dádiva, o governo tem empreendido ações concretas para honrar as obrigações, tanto internas como perante a comunidade global, destacando entre as quais, a adesão e Ratificação de Convenções, nomeadamente a Convenção sobre a Diversidade Biológica que já é implementada e o novo Quadro Global da Biodiversidade de Kumning e Montreal, para a década de 2020-2030.
Cassamá acrescentou que o acto demonstra a vontade politica de fazer parte da solução global para a crise de perda da biodiversidade, consolidação da rede de Áreas protegidas, e a Conservação de áreas chaves.
“Temos investido na gestão do Arquipélago dos Bijagós como Reserva da Biosfera da UNESCO, o Parque Natural das Lagoas de Cufada, e o Parque Nacional de Dulombi. Estas áreas são fortalezas da nossa conservação, políticas e estratégias nacionais, elaboramos e estamos a implementar instrumentos de politica fundamentais, como a antiga Estratégia Nacional e Plano de Acção sobre a Biodiversidade e Documentos Estratégicos Nacionais sobre as Alterações Climáticas, que procuram integrar a conservação nas politicas sectorias,” disse.
Em relação aos projetos de campo, disse que, com o apoio dos parceiros, implementaram projectos de conservação de espécies emblemáticas, tais como as tartarugas marinhas, o hipopótamo e as aves migratórias, e que fez-se a reflorestação de mangais, e promoção de meios de vida sustentáveis para as comunidades que vivem em torno das áreas protegidas.
O governante garantiu que o Sétimo Relatório Nacional será um diagnóstico preciso e actualizado do estado da biodiversidade e a bússola que lhes guiará.
Exorta aos técnicos, parceiros e a sociedade civil no sentido de se engajarem profundamente no processo, para a elaboração não apenas de documentos, mas sim de um Pacto Geracional para a Biodiversidade da Guiné-Bissau.
“É um pacto que garanta que o canto dos pássaros nas matas, o pulsar de vida nos mangais e a abundância dos mares continuassem a ser a herança deixada aos filhos e netos”, frisou.
Por seu turno, a chefe do Unidade de Ambiente, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD, Nelvina Barreto disse que, a elaboração do 7º Relatório Nacional sobre a Diversidade Biológica, da Estratégia e Plano de Ação para a Biodiversidade da Guiné-Bissau constituem etapa importante para a validação dos próximos passos e que será uma das principais ferramentas de uso do projeto BIOFIN, na determinação das despesas da biodiversidade, definição das prioridades e soluções financeiras.
“A degradação de ecossistemas e milhões de espécies ameaçadas pela extinção, a nível mundial, representa perda de valores significativas para todos. No contexto nacional este fenómeno está cada vez mais crescente e constitui uma grande preocupação do PNUD, do Governo da Guiné-Bissau e de todos os parceiros aqui presentes,” disse.
Aquela responsável disse que a Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) preocupada com os desafios de mitigação dos impactos ligados a perda da Biodiversidade, adotou novo quadro global para a biodiversidade, o Kunming Montreal que inclui 23 metas globais a serem atingidos até 2030 com objetivo de reverter a perda exponencial da biodiversidade.
O projeto BIOFIN tem como objetivo equipar os países com as ferramentas e metodologias para avaliar as suas necessidades de financiamento da biodiversidade, identificar ineficiências nos gastos atuais e mobilizar recursos adicionais.
Nelvina Barreto afirmou que, ao se aproveitar de mecanismos financeiros inovadores, melhorar os quadros políticos e alinhar investimentos públicos e privados com os objetivos de biodiversidade, o BIOFIN está a ajudar os países a desenvolverem soluções de financiamento sustentáveis e específicas para cada contexto. ANG/MI/ÂC//SG