Dia Internacional da Mulher /Administração Pública antecipa celebração da data com realização de jornadas de reflexão sobre situação da mulher
(ANG) – O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social iniciou hoje, em Bissau, jornadas de palestras e atividades para assinalar, antecipadamente, o Dia Internacional da Mulher, que se celebra no próximo domingo, 8 de Março.
Segundo uma nota do gabinete de comunicação deste ministério, à que a ANG teve acesso, as jornadas decorrem sob o lema “Liderança Feminina: Impactos na Economia e no Desenvolvimento” ,e contam com a participação de membros do Governo e outras individualidades como oradores em diferentes painéis.
Paralelamente às palestras, a Associação das Mulheres de Atividades Económicas (AMÃE) promove uma exposição e venda de produtos agrícolas locais transformados por mulheres, aberta ao público até domingo, 8 de março.
Ao presidir à abertura das jornadas, a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Soial,Assucénia Donate de Barros disse que não é possível falar de uma verdadeira reforma do Estado sem a plena valorização da mulher na sociedade guineense.
Segundo a governante, historicamente,a mulher guineense tem desempenhado um papel fundamental na família, economia informal, agricultura, no comércio, na educação dos filhos e na promoção da coesão social, apesar de continuar a enfrentar desigualdades estruturais no acesso ao emprego digno, à formação profissional, proteção social e às posições de decisão.
Assucénia Donate de Barros defendeu a necessidade de haver uma Administração Pública baseada no mérito, na competência e na igualdade de oportunidades, sublinhando que o género não deve constituir obstáculo nem privilégio no acesso às oportunidades profissionais.
No domínio do emprego e da formação profissional, a ministra assegurou que o Governo está a trabalhar para ampliar o acesso das mulheres à qualificação técnica, ao empreendedorismo e aos setores estratégicos da economia, incluindo áreas tradicionalmente dominadas por homens.
Relativamente à segurança social, garantiu que o Executivo defende sistemas mais inclusivos, capazes de proteger mães, trabalhadoras informais, mulheres chefes de família e mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Empoderar as mulheres não é apenas uma questão social, é uma estratégia de desenvolvimento nacional”, afirmou.
De acordo com a ministra, as jornadas devem servir para debater políticas concretas relacionadas com a igualdade salarial, o combate à discriminação no local de trabalho, a promoção da liderança feminina, proteção da maternidade, o combate à violência baseada no género e a inclusão das jovens no mercado de trabalho formal. ANG/LPG/ÂC//SG