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(ANG) – O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres apelou, esta manhã, aos negociadores da COP 28 para darem provas de “máxima flexibilidade e ambição” para garantir a saída de “todas as energias fosseis”.

(ANG) – O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres apelou, esta manhã, aos negociadores da COP 28 para darem provas de “máxima flexibilidade e ambição” para garantir a saída de “todas as energias fosseis”.

Numa declaração aos jornalistas, esta segunda-feira, o secretário-geral das ONU sublinhou a necessidade de um texto final, que deve ser adoptado até amanhã, terça-feira, “que reconheça a necessidade de saída de todas as energias fósseis, enquadrado num calendário coerente com o limite de 1.5°C” do aquecimento global do planeta e “de acelerar uma transição energética justa, equitativa e organizada para todos”. 

António Guterres esclarece que essa saída dos fósseis “não quer dizer que todos os países devem sair das energias fósseis ao mesmo tempo”, “os cronogramas e metas podem ser diferentes para países em diferentes níveis de desenvolvimento, mas todos devem estar alinhados com a meta de atingir a neutralidade carbónica até 2050 (global net zero) e preservar o objetivo de 1,5°C”. Palavras que vão ao encontro de vários países em desenvolvimentos que pediam mais tempo para este processo que as nações mais ricas. 

O que significa igualmente que os países ricos devem dar o exemplo e ajudar os mais pobres a financiar a transição energética: “uma transição que deve ter em consideração o princípio de responsabilidades comuns mas diferenciadas e as respectivas capacidades, tendo em conta as circunstâncias nacionais, não para reduzir a ambição, mas sim para combinar ambição e equidade. Essa é a razão pela qual proponho o Pacto de Solidariedade Climática, no qual os grandes emissores fazem esforços adicionais para reduzir as emissões e os países mais ricos apoiam as economias emergentes para que possam fazer o mesmo.

O ex-primeiro-ministro português voltou a repetir que o mundo “está numa corrida contra o relógio”.

A questão das energias fósseis e do financiamento dos estados mais pobres, são centrais nesta COP 28, que entrou na fase final de negociações e cujo fim está previsto para amanhã, 12 de Dezembro.

Esta segunda-feira é o penúltimo dia da Conferência das Partes sobre Alterações Climáticas, a questão das energias fósseis continua em debate. A Arábia Saudita, aparentemente cada vez mais isolada, opõem-se veemente à possibilidade do fim dos fósseis e ainda paira a incerteza em relação aos termos de um possível compromisso, a 24 horas do fim da COP 28.

Ao início da manhã, o secretário executivo da ONU para as alterações climáticas, Simon Stiell apelou aos países reunidos no Dubai a levantarem “os bloqueios tácticos inúteis”.

Não temos nem um minuto a perder nesta reta final crucial”, sublinhou Stiell, acrescentando que “ainda é possível assumir compromissos mais ambiciosos” sobre a saída progressiva das energias fósseis e a ajuda financeira aos países mais pobres. As duas grandes temáticas em debates nestes últimos dias.

Ontem, domingo, o presidente da COP 28, Sultan Al Jaber, que é também presidente da companhia de petróleo dos Emirados Árabes Unidos, prometeu um acordo “histórico” já amanhã, dia em que se assinala mais um aniversário do Acordo de Paris. Al Jaber assegura que o objetivo de limitar o aquecimento global do planeta a 1.5°C, fortemente ameaçado, é “a sua linha orientadora”.

Todos devem ser flexíveis”, disse o presidente da COP 28. “Devemos avançar muito, muito, muito mais rápido”.

O Acordo de Paris, assinado em 2015, na COP 21, estabelece o objetivo de limitar o aumento médio da temperatura global a menos de 2°C em relação aos níveis pré-industriais e, preferencialmente, a 1,5°C. 

Até agora, os delegados e ministros dos países pouco progrediram apesar de negociações intensas e de múltiplos encontros bilaterais.

Cada vez mais isolada, a Arábia Saudita, principal exportadora de petróleo, o Iraque e alguns aliados mantêm uma posição hostil a qualquer saída ou redução das energias fósseis. Levanta as bandeiras das tecnologias de captura de carbono e da perturbação na economia global. 

Do outro lado, ong’s e participantes pensam que nunca um acordo sobre o início do fim do petróleo, gás e carvão esteve tão próximo.

A Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla original) arrancou a 30 de Novembro e estende-se até 12 de Dezembro, no Dubai, principal cidade dos Emirados Árabes Unidos.ANG/RFI

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