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Cooperação/ Ministro dos Negócios Estrangeiros destaca exploração de bauxite e petróleo como áreas prioritária da cooperação com a Russia

Cooperação/ Ministro dos Negócios Estrangeiros destaca exploração de bauxite e petróleo como áreas prioritária da cooperação com a Russia

(ANG) –   O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e da Comunidades, Carlos Pinto Pereira, destacou que a cooperação com a Rússia centrar-se-á na exploração de Bauxite e do Petróleo, duas áreas que diz serem prioritárias para a Guiné-Bissau.

“Na área da Bauxite, a anterior concessão tinha sido atribuída à Angola, que por várias razões que a própria Angola poderá esclarecer depois, desistiu dessa licença de exploração.Depois da desistência de Angola, houve vários parceiros interessados e o parceiro que ganhou foi uma empresa russa denominada Russell, uma das maiores empresas do mundo no domínio da Bauxite e alumínio”, afirmou Pinto Pereira que  anunciou que  a mesma empresa  vai iniciar, ainda este ano, o processo de exploração da bauxite.

O governante fazia,  segunda-feira, o balanço da visita do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló à Rússia, no âmbito das celebrações do Dia da Vitória, a 09 de Maio, na capital russa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional informou aos jornalistas que o Presidente da República manifestou  a intenção de o Governo da Guiné-Bissau ver o Governo russo  apoiar projetos regionais de grande importânciaç não só a Bauxite, como outros para o futuro da Guiné-Bissau, nomeadamente, o do porto do Rio Grande de Buba, do caminho de ferro Buba-Bamako e da barragem de Saltinho.

Assegurou que a empresa concessionária não tem nenhum compromisso formal nessa matéria e que terá reconhecido a importância que estes projetos têm para o futuro do desenvolvimento da Bauxite e terá pedido ao governo russo a olhar com atenção para estes projetos.

“Recebemos promessas do governo da Rússia, de analisar o  pedido formulado pela Guiné-Bissau.  No setor do petróleo, vamos encontrar outra gigante, mas aqui o processo foi um pouco diferente do da bauxite, porque várias empresas têm vindo a trabalhar nesse setor”, assegurou o governante.

O chefe da diplomacia que acompanhou o PR nessa viagem, disse  que os resultados da missão guineense à Rússia foram “altamente satisfatórios “e “ultrapassaram de longe os objetivos que o país tinha fixado”.

Admitiu que se as construções do porto do rio Grande Buba e o caminho de ferro Buba-Bamako forem para frente, a Guiné-Bissau, para além da Bauxite, passará a ter outra riqueza, a venda de serviços portuários, que não terá limites, porque haverá a exploração portuária e o desencravamento do Mali e  Burkina Faso, que não têm acesso ao mar, o que  poderá constituir uma fonte de riqueza para a Guiné-Bissau.

Anunciou que, para além desta visita oficial, Sissoco Embaló deverá realizar, ainda este ano, uma visita de Estado à Rússia e visitas oficiais às Repúblicas de Tartaristão   e da Tchetchénia, estando previsto para este mês , uma visita do vice-primeiro-ministro e do ministro do Comércio e da Indústria de Tartaristão  ao país, para identificar as áreas que possam ser prioritárias para a cooperação entre os dois países     

Carlos Pinto Pereira disse aos jornalistas que foi uma oportunidade para a Guiné-Bissau reafirmar o seu compromisso e continuar a desenvolver as suas relações de cooperação, por ser um dos países que mais apoio  concedeu ao povo guineense nos momentos difíceis da sua história de luta de libertação.

Descreveu a contribuição russa ,bem como da China e Cuba, como um ato determinante na conquista da independência da Guiné-Bissau, lembrando que no quadro da cooperação com este país do leste europeu, quer com a antiga União Soviética, que com a atual Rússia, houve intensas relações de cooperação no domínio de formação de quadros guineenses com uma percentagem muito grande, tanto no domínio civil como militar.

Carlos Pinto Pereira disse acreditar que esse esforço da Rússia aumentará e será significativo nos próximos dois anos, 2024/2025, com a materialização da decisão de uma empresa privada russa de oferecer 70 bolsas de estudo no domínio técnico, engenharia e noutras áreas que a Guiné-Bissau achar prioritárias.

ANG/O Democrata

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