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Historia Porto de Bissau

Historia Porto de Bissau

Porto de Bissau é o porto principal da Guiné-Bissau. Localiza-se no rio Geba, servindo a capital do país, Bissau. Tem dois molhes e um cais. A ponte-cais de Pidjiguiti foi o local do massacre de Pidjiguiti, a 3 de Agosto de 1959. A capitania do porto de Bissau mantém um farol na Catedral de Bissau.

Descrição

Situado no rio Geba, possui um canal com profundidade de 11 para 12 metros, sendo de 8 para 9 no cais de carga. Devido a não ter sido feita nenhuma dragagem no porto desde 1969, o calado máximo admitido no porto comercial de Bissau baixou de 14 para 10 a 11 metros, sendo o acesso limitado devido à presença de cerca de 14 navios afundados nas suas imediações.[1]

O porto dispõe de guindastes capazes de movimentar até 50 toneladas.

Compõe-se de três pontes-cais em forma de “T”: A “ponte-cais de Pidjiguiti”, a sudoeste, construída em 1889; o cais mais recente, a nordeste do anterior, construído em 1993;[2] e a “ponte-cais de Bissau”, a nordeste daquele, construído em 1953.

A torre da Catedral de Bissau abriga um farol que guia os navios através do estuário do rio Geba até ao Porto de Bissau.[3] A luz é mantida pela Capitania dos Portos, Serviços de Marinha.

Vários edifícios antigos ainda existem em torno da área do porto, entre os quais a Fortaleza de São José da Amura, antigo quartel e prisão do século XVIII.

História

Ponte-cais Correia e Leça, cerca de 1890

Desde 1870 que o governo colonial da Guiné Portuguesa pretendia a edificação de uma ponte-cais em Bissau, tendo algumas pontes de madeira servido por vezes de cais a empresas particulares.

Apenas a 14 de Julho de 1889 foi colocada a primeira pedra de uma ponte para atracação de navios, parte em alvenaria, parte em madeira, a que foi dado o nome de “ponte-cais Correia e Lança”, em homenagem ao então governador da Guiné Portuguesa, Joaquim da Graça Correia e Lança.[4][5] Esta é a actual ponte-cais de Pidjiguiti.[5]

Ponte-cais de Bissau, construída pelo governador Carlos Pereira na década de 1910

Entre 1910 e 1913, em tempo do governador Carlos de Almeida Pereira, foi construída uma segunda ponte-cais. A má utilização desta estrutura, com a amarração de navios, que a faziam oscilar, a abertura de buracos para passar os cabos de amarração, e a substituição do ligeiro empedrado por um pavimento em betão ditaram a sua ruína, de tal modo quem em 1948 há já muitos anos que não permitia a atracação de navios nem o tráfego de mercadorias.[5]

Foto aérea da ponte-cais de Bissau, poucos anos após a sua inauguração em 1953

A 10 de Julho de 1948, em tempo do governador Sarmento Rodrigues, foram oficialmente iniciados os trabalhos de construção da nova ponte-cais de Bissau em betão armado, sob projecto do engenheiro Henrique O’Donnell, concluído em 1946, visando a substituição da arruinada ponte-cais construída pelo governador Carlos Pereira.[5] A obra foi inaugurada a 28 de Maio de 1953 pelo Subsecretário de Estado do Ultramar, Raul Ventura, sendo governador da província Raimundo Serrão.[6]

A 3 de Agosto de 1959 a ponte-cais de Pidjiguiti foi palco do massacre de Pidjiguiti, quando a forças policiais atiraram sobre marinheiros e estivadores em greve matando cerca de 50 e ferindo mais de 100 pessoas.[7] Este episódio marca o início de uma forte resistência contra a autoridade colonial portuguesa. Um monumento em forma de um grande punho fechado negro, a “Mão de Timba”, assinala o local do massacre.[8]

Vista do novo molhe de Bissau, construido em 1993

Em 1993 foi construído um novo molhe, em betão armado, com uma extensão de 260 metros, ligado à costa por um cais de 200 metros de comprimento por 24 de largura.[2]

Dada a importância do porto para a economia nacional, e as suas deficientes instalações,[9] grandes investimentos têm ocorrido na década de 2010s. Isto facilitou o crescimento da indústria de mineração no país, com a exportação de bauxite. Os planos de desenvolvimento do porto por forma a suportar o transporte de bauxite remontam pelo menos a 1983, quando um projecto de 47,4 milhões de dólares foi anunciado.[10]

Em Julho de 2017 o ministro guineense dos Transportes e Comunicações, Fidelis Forbs, anunciou estar em curso o processo de privatização do Porto de Bissau, esperando-se para Setembro seguinte o anúncio da empresa concessionária que iria proceder à sua exploração.[11] Em Outubro desse ano não havia ainda sido divulgada essa informação.[12]

Em Outubro de 2017 a Marinha Portuguesa levou a cabo um levantamento hidrográfico da baía de Bissau, no âmbito da missão “Mar Aberto”, que revelou poucas alterações desde o levantamento anterior, em 1967. Na ocasião foram inventariados cinco navios naufragados.[13][14]

Operação portuária

Embora o porto de Bissau tenha sido concebido para lidar com 5.000 contentores por ano, hoje em dia lida com um número que atinge cinco vezes esse valor.[15] Uma das consequências desta sobrecarga de capacidade são os altos custos relacionados ao seu funcionamento.

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